20 de maio de 2019 A tomografia por emissão de positrões com tomografia computorizada (PET-CT) é uma técnica de diagnóstico de medicina nuclear que se traduz em imagens funcionais com referências anatómicas. Distingue-se dos outros métodos de diagnóstico de medicina nuclear pela utilização de radiofármacos emissores de positrões, que marcam moléculas presentes em processos fisiológicos. Desta forma, torna-se possível conhecer a sua distribuição no organismo e dispor de uma referência anatómica precisa. Para realizar a PET-CT com 18F-Fluoreto, é administrado por via endovenosa, numa veia do antebraço, um produto derivado do flúor, o fluoreto de sódio, marcado com um produto radioativo. A administração deste radiofármaco é segura, não sendo conhecidas reações adversas significativas. Posteriormente, o doente passa 30 a 60 minutos em repouso, com hidratação oral ou endovenosa. A obtenção das imagens demora entre 15 a 30 minutos. A PET-CT com este radiofármaco tem resultados superiores à cintigrafia óssea e a outros exames que avaliam o esqueleto e os diversos segmentos ósseos e permite avaliar simultaneamente alterações medulares ósseas. Este radiofármaco tem sido utilizado desde há cerca de uma década nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.