20 de maio de 2019 A tomografia por emissão de positrões com tomografia computorizada (PET-CT) é uma técnica de diagnóstico de medicina nuclear que se traduz em imagens funcionais com referências anatómicas. Distingue-se dos outros métodos de diagnóstico de medicina nuclear pela utilização de radiofármacos emissores de positrões , que marcam moléculas presentes em processos fisiológicos. Desta forma, torna-se possível conhecer a sua distribuição no organismo e dispor de uma referência anatómica precisa. A colina marcada com Flúor-18 é um radiofármaco indicado para a realização de exames de PET-CT na área da urologia, especialmente no cancro de próstata . Este radiofármaco, com uma emissão de fotões de 511KeV, é muito adequado para o estadiamento e reestadiamento dos doentes com carcinoma da próstata.Substitui com grande vantagem outros exames, como a PET-CT com fluorodesoxiglicose (FDG), que tem uma sensibilidade muito baixa nestes tumores. O tumor da próstata é um dos de maior prevalência no sexo masculino. As indicações da PET-CT com 18F-Colina no âmbito do tumor da próstata incluem: Estadiamento inicial em casos de tumor da próstata; Reestadiamento e deteção de recidivas; Monitorização e avaliação de resposta à terapêutica. No âmbito do cancro da próstata, a PET-CT utilizando 18F-FDG pode ser usada no caso de suspeita com níveis de antigénio específico da próstata (PSA)superiores a 5 ng/mL, bem como na suspeita de recidiva. A colina marcada com Flúor-18 pode ser usada em doentes com níveis de PSA inferiores a 5 ng/mL em estádios iniciais (mesmo com valores de PSA inferiores a 1 ng/mL). Não há contraindicação conhecida para a utilização da 18F-Colina nos exames de PET-CT e as precauções são as documentadas para os emissores de positrões, o Flúor-18. A dose para o adulto de 70 kg é de 280 MBq. Em Portugal, pela inexistência de ciclotrão, os doentes com necessidade de avaliação no contexto do tumor da próstata em estádios iniciais dirigem-se a centros europeus ou americanos para fazer o exame com Colina marcada com Carbono-11. A possibilidade de marcar a Colina com o Flúor-18, que tem uma semivida de 2 horas, permite obter este radiofármaco de um ciclotrão localizado em Madrid. Passa assim a ser possível estudar este grupo de doentes em Portugal. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.