18 de março de 2019 Autor: Bruno Graça A colocação de uma prótese peniana é o tratamento cirúrgico da disfunção erétil. Esta opção pode ser considerada quando não se obteve sucesso com terapêuticas menos invasivas e é o tratamento de última linha. A prótese peniana também é usada no tratamento da curvatura peniana associada à disfunção erétil. Assim, permite tratar os 2 problemas em simultâneo. Quais são os tipos de prótese peniana? Existem 2 tipos de prótese peniana: A prótese maleável; A prótese hidráulica. Ambas as próteses - maleável e hidráulica - ficam completamente no interior do corpo, sem nenhum componente exterior. Prótese maleável A prótese maleável é constituída por 2 cilindros protésicos e não necessita de manipulação para obter a ereção. O pénis está sempre ereto , sendo possível orientá-lo na direção desejada. Prótese hidráulica A prótese hidráulica é constituída por 2 elementos (cilindros e bomba) ou 3 elementos (cilindros, bomba e reservatório). Tem uma taxa de satisfação superior à prótese maleável , pois permite que o pénis esteja flácido na maior parte do tempo e obter rigidez quando é necessário. Desta forma, com recurso à prótese hidráulica é possível obter ereção apenas durante a relação sexual , após manipulação da bomba que fica localizada no escroto. Assim, é necessário o doente ter uma destreza manual normal. Através da manipulação desta bomba, o doente pode obter a ereção desejada para a atividade sexual, durante o tempo que necessitar para ter uma relação sexual satisfatória para si e para a sua parceira. No final da relação , novamente através da manipulação da bomba, os cilindros protésicos são esvaziados e o pénis retorna à flacidez normal. Onde fazer uma cirurgia para colocar uma prótese peniana? A colocação de próteses penianas deve ser realizada em centros com diferenciação nesta área. A cirurgia demora cerca de 1 hora, sendo os componentes da prótese colocados através de uma pequena incisão no escroto. Regra geral, o pós-operatório é bem tolerado e a alta hospitalar é realizada em menos de 24 horas. Como garantir uma boa recuperação pós-cirúrgica? Uma boa recuperação após a alta obriga a que sejam evitados esforços , durante cerca de 1 semana. Além disso, também deverão ser adotadas algumas medidas , nomeadamente: Aplicação de gelo; Uso de contenção elástica; Tratamento farmacológico. Estas medidas são determinadas pelo médico e adequadas a cada caso. Passadas 2 a 3 semanas da cirurgia, o doente aprende a manipular a prótese, com apoio do médico urologista ou enfermeiro dedicado, e poderá utilizá-la nas próximas relações sexuais. Há riscos associados à cirurgia da prótese peniana? A cirurgia para colocação de prótese peniana tem poucos riscos importantes associados. Em menos de 1% dos casos pode ocorrer infeção , com necessidade da remoção precoce da prótese. Há relatos de casos raros e tardios (vários meses ou anos após a colocação da prótese) de: Infeção da prótese com necessidade da sua remoção; Erosão da uretra ou da glande pela prótese (mais frequente com prótese maleável); Mau funcionamento mecânico da bomba com necessidade de substituição de componentes (da prótese hidráulica). Existem limitações associadas à cirurgia peniana? A prótese peniana não interfere com as atividades da vida diária , nem implica restrições especiais. O doente pode trabalhar normalmente, viajar ou praticar desporto. Nas primeiras semanas , ocorre a fase de adaptação do corpo à prótese, podendo existir algum desconforto, que é transitório. A prótese peniana não tem um tempo de duração definido , podendo a mesma prótese funcionar normalmente, durante toda a vida do doente. Nos hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz, pode encontrar médicos especialistas em urologia e realizar os exames e procedimentos desta área que precise. Conheça a equipa de urologia da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.