20 de maio de 2019 Na radioterapia guiada por imagem (IGRT) faz-se, antes de cada sessão de tratamento: A obtenção de imagens volumétricas adequadas; Confirmação e/ou a correção do posicionamento do volume alvo. Assim, a terapêutica é adaptada antes de cada sessão de tratamento. Esta técnica permite introduzir correções perante movimentos do tumor durante a sessão de tratamento — como pode acontecer, por exemplo, no caso de um tumor do pulmão que se desloque com movimentos respiratórios. A radioterapia guiada por imagem tornou assim possível uma maior precisão na aplicação dos tratamentos . As margens em redor dos volumes alvo a irradiar são mais estreitas, ou seja, são possíveis margens mínimas de tecidos normais envolventes do tumor a tratar. Simultaneamente, consegue-se uma diminuição mais marcada da dose aplicada fora do local alvo da irradiação. Assim, esta técnica de radioterapia: Maximiza a dose de radiação aplicada no alvo; Minimiza-a nos órgãos e tecidos normais vizinhos. Tornando possível: Reduzir as margens de segurança necessárias; Aumentar a dose de radiação aplicada no tumor, sem comprometer os órgãos e tecidos normais. Os desenvolvimentos tecnológicos associados às técnicas de radioterapia mais recentes, entre as quais a radioterapia guiada por imagem, tornaram possíveis os conceitos de terapêutica adaptada e de planeamento online. Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.