21 de março de 2019 Todos os anos, milhões de pessoas deslocam-se em aviões comerciais, por todo o mundo. Com o aumento da idade média, aumenta o número de comorbilidades e, consequentemente, o risco da ocorrência de uma hipóxia (baixo teor de oxigénio nos tecidos) durante o voo – altura em que a percentagem de oxigénio no ar inspirado se situa nos 15%. O que é um teste de simulação de hipóxia em altitude? O teste de simulação da hipóxia em altitude simula , em laboratório, ao nível do mar, a hipóxia existente a 2438 metros de altitude. Para tal, utiliza uma mistura gasosa contendo 15% de oxigénio. Como se realiza o teste de simulação de hipóxia em altitude? O exame realiza-se pedindo às pessoas que respirem essa mistura hipóxica durante cerca de 20 minutos , com monitorização contínua por oximetria de pulso. A quem pode estar indicado a realização de um teste de simulação de hipóxia em altitude? Este teste pode estar indicado nas pessoas com saturação periférica de oxigénio entre os 92% e os 95% que tenham, pelo menos, um dos seguintes fatores de risco: Dispneia ou toracalgia durante viagem de avião prévia; Incapacidade de andar 50 metros sem referir dispneia; Hipercápnia (aumento do gás carbónico no sangue arterial); Volume expiratório máximo por segundo (VEMS) <50% do previsto; Diminuição da transferência alvéolo-capilar do dióxido de carbono; Doenças restritivas do pulmão; Doenças cerebrovasculares ou cardíacas; Internamento por exacerbação de doença pulmonar crónica nas 6 semanas prévias à viagem; Hipertensão pulmonar. Qual é a finalidade do teste de simulação de hipóxia em altitude? Este teste permite determinar a necessidade ou não de oxigénio suplementar durante um voo . Idealmente, deve efetuar-se entre 1 a 14 dias antes da viagem aérea. Os doentes com saturações de oxigénio superiores a 95% podem viajar sem oxigénio suplementar . Assim, não necessitam de realizar exames adicionais. No entanto, aqueles com saturações inferiores a 92% ou sob oxigenoterapia de longa duração, têm indicação formal para viajar com oxigénio suplementar. Este artigo foi escrito pela equipa de Pneumologia da Rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.