18 de junho de 2021 Autora : Leonor Santos O tratamento vaginal com doses baixas de estrogénios é uma das opções de tratamento para aliviar os sintomas de atrofia vaginal , problema que acontece naturalmente na menopausa, quando os ovários deixam de produzir estrogénios (hormonas). Os estrogénios produzidos pelos ovários contribuem para manter a humidade vaginal e a espessura e elasticidade dos tecidos. O que é a atrofia vaginal? A atrofia vaginal também é conhecida como secura vaginal, vaginite atrófica, atrofia vulvovaginal ou síndrome génito-urinária da menopausa. Trata-se de uma alteração dos tecidos da vagina e vulva devida à interrupção ou diminuição da produção de estrogénios pelos ovários, que acontece em várias situações: Na menopausa; Quando os ovários são removidos por via cirúrgica, por exemplo no cancro; Como efeito secundário de tratamentos de quimioterapia ou radioterapia da cavidade pélvica; Transitoriamente durante a amamentação; Como efeito secundário durante o tratamento com alguns medicamentos. As alterações da acidez local que acontecem com a diminuição ou interrupção da produção de estrogénios pelos ovários tornam os tecidos mais finos, com menor capacidade de lubrificação e com menor elasticidade. Muitas mulheres têm sintomas incomodativos associados a atrofia vaginal , como: Desconforto e dor durante as relações sexuais; Sensação de queimadura vaginal, prurido (comichão) ou corrimento vaginal. A atrofia vaginal também pode afetar a uretra e a base da bexiga (trígono vesical) e dar origem a sintomas como: Aumento da frequência urinária; Urgência urinária; Ardor na micção. As mulheres com atrofia vaginal podem ter um maior risco de infeções urinárias . Atualmente, estão disponíveis diversos tratamentos para a atrofia vaginal. O que é o tratamento vaginal com doses baixas de estrogénios? O tratamento vaginal com estrogénios é a aplicação de medicamentos contendo estrogénios localmente , dentro da vagina, onde exercem a sua ação. Melhoram a qualidade da mucosa vaginal, tornando-a mais espessa e lubrificada. Existem diversos medicamentos de aplicação local que contêm doses baixas estrogénios, com periodicidades de aplicação diversas e diferentes formas farmacêuticas, por exemplo cremes, óvulos, gel, comprimidos ou cápsulas, anéis vaginais. Estes medicamentos são sujeitos a prescrição médica e devem ser usados de acordo com as indicações do médico, que podem variar para cada situação. Vantagens da terapêutica local relativamente à terapêutica sistémica Quando comparada com a terapêutica sistémica com estrogénios, ou terapêutica de substituição hormonal (geralmente em comprimidos orais ou adesivos), a terapêutica local tem a vantagem de as suas doses menores de estrogénios serem igualmente eficazes e de os efeitos sobre os outros órgãos, que pode ter a terapêutica sistémica, serem diminutos. Quem faz terapêutica hormonal de substituição habitualmente não necessita de terapêutica vaginal com estrogénios, exceto se os sintomas de segura vaginal se mantiverem, questão que deve ser abordada com o médico ginecologista. Segurança da terapêutica vaginal com estrogénios Os medicamentos com estrogénios de aplicação tópica ou local vaginal têm uma absorção sistémica (absorção para o sangue e depois distribuição por todo o organismo) reduzida. Para a generalidade das mulheres a sua utilização é segura. A segurança sua utilização do tratamento vaginal com estrogénios nas mulheres com cancro da mama não está completamente esclarecida. Portanto, nestas situações, a prescrição médica destes tratamentos tem sempre em consideração os riscos e benefícios potenciais. Qual é a melhor opção? A melhor opção de tratamento depende das circunstâncias específicas do problema de cada mulher, que deve ser discutido com o médico ginecologista . As diferentes formas farmacêuticas têm uma eficácia semelhante. Fontes International Urogynecologial Association . Informação para doentes para download Conheça a equipa de ginceolgia-obstetrícia da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.