25 de março de 2022 Os traumatismos do ouvido são comuns e podem atingir o ouvido externo, médio ou interno. O ouvido é o órgão sensorial mais atingido nos traumatismos crânio-encefálicos; Os homens entre os 21 e os 30 anos são o grupo mais frequentemente envolvido; Na população pediátrica os traumatismos dos ouvidos também são comuns, sobretudo nas crianças com menos de 6 anos de idade e com maior incidência de complicações. As causas mais frequentes de traumatismos dos ouvidos são: Acidentes de viação; Prática de desportos radicais; Exposição a sons intensos; Acidentes domésticos (como o simples uso de cotonetes) ou ocupacionais; Violência; Barotrauma desencadeado em viagens de avião ou prática de mergulho. Que consequências pode ter um traumatismo do ouvido? O osso temporal, que faz parte do ouvido, é o mais complexo do corpo humano. No seu interior localizam-se ou passam estruturas vitais , por exemplo: A artéria carótida interna e a veia jugular interna, que são grandes vasos sanguíneos responsáveis pela irrigação do sistema nervoso central; O órgão coclear, que está envolvido na audição; O órgão vestibular, que está envolvido no equilíbrio; O nervo facial, que é responsável pela mímica da face. Assim, os traumatismos do ouvido podem resultar em lesões simples e de fácil tratamento , como um hematoma auricular ou uma pequena hemorragia, ou em lesões mais graves como a meningite, perda auditiva, fístula de líquido cefalorraquidiano ou paralisia facial. Quando recorrer a um médico otorrinolaringologista Devem ser procurados os cuidados médicos de um otorrinolaringologista perante os seguintes sintomas na sequência de um traumatismo ou suspeita de traumatismo do ouvido: Perda auditiva; Hemorragia pelo ouvido; Fístula de líquido cefalorraquidiano, ou seja, perda de líquido cefalorraquidiano pelo ouvido ou pelo nariz; Tonturas ou vertigem; Cefaleia; Alterações visuais; Paralisia facial. Sem um tratamento adequado, estes sintomas e complicações de um traumatismo do ouvido podem resultar em sequelas funcionais a longo prazo . Em alguns casos, principalmente, quando se instala perda auditiva, fístula de líquido cefalorraquidiano ou paralisia facial, o tratamento adequado pode exigir uma intervenção cirúrgica. Este artigo foi escrito pela equipa de otorrinolaringologia do Hospital da Luz Lisboa. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.