Além de ser a solução de uma das adivinhas mais populares (“qual é coisa qual é ela que antes de o ser já o era?”), tem (má) fama de ser alimento só para doentes e crianças. De facto, as qualidades nutricionais da pescada fazem com que seja um ingrediente obrigatório nas dietas infantis e hospitalares , mas saiba que, com o condimento certo e uma confeção diferente, pode brilhar em qualquer menu e conquistar os palatos mais exigentes. A pescada ( Merluccius merluccius ): É muito rica em cálcio, vitaminas, magnésio, iodo, cálcio e potássio. Uma porção de 100 g contém 19 g de proteína e só 1 g de gordura. Com a sua carne branca, muito magra e finamente fibrosa, é de muito fácil digestão. Daí ser indicada em dietas pouco calóricas, em alguns problemas digestivos (gastrite, por exemplo), na alimentação infantil e de pessoas doentes ou em convalescença. É um peixe abundante na costa portuguesa, que em média pesa 2,5 kg e tem mais de 60 cm, mas pode atingir os 3 kg ou 4 kg. É também conhecida por pescada-do-Atlântico, pescada-de-Vigo, ‘salmão-branco’, pescada-branca, escamanta ou peixota. Há ainda a pescadinha de rabo na boca, a marmota-pequena, marmota-média e marmota-grada – tudo exemplares da mesma espécie, mas inferiores em peso e comprimento. Na cozinha, é muito versátil: pode ser cozida, assada ou frita, em filetes, às postas ou inteira (como é o caso das pescadinhas de rabo na boca…). E aproveita-se tudo menos as espinhas, pois as ovas e a cabeça da pescada também têm os seus apreciadores. Saiba que: É da rapidez na digestão de peixes com as características da pescada que vem o provérbio “o peixe não puxa carroça”: como é mais fácil de mastigar e digerir, origina uma sensação mais rápida de saciedade. Mas, quando comparada a quantidade de proteínas e o perfil de aminoácidos do peixe com a carne, verifica-se, porém, que os valores são semelhantes. Para atrasar a digestão de refeições com pescada, fica a sugestão: acompanhe-a com alimentos ricos em fibras, tais como hortícolas, leguminosas e cereais integrais. O consumo regular de peixe (2 ou mais porções) fornece proteínas, vitaminas e minerais em abundância, além de gorduras protetoras cardiovasculares que têm sido muito estudadas, com conclusões que sugerem que os maiores consumidores de pescado têm menor risco de doença. Algumas dicas úteis: Se comprar pescada fresca, tenha em atenção que deve ter olhos salientes, vísceras dentro da cavidade abdominal, guelras vermelhas e brilhantes, escamas transparentes, brilhantes e presas à pele. Rejeite os exemplares que têm cheiro intenso a amoníaco e putrefação. Após a compra, o ideal é consumir a pescada fresca no próprio dia ou no dia seguinte. Não a conserve mais de 3 dias no frigorífico. Se a intenção é consumi-la mais tarde do que isso, é preferível congelá-la assim que chegar a casa. Se comprar pescada congelada, verifique o prazo de validade das embalagens e rejeite as que têm gelo no interior, pois é sinal de que o produto sofreu descongelação ou a rede de frio não foi contínua. Fontes: “ Pescar saúde ”, Associação Portuguesa dos Nutricionistas Conheça agora as receitas das nossas nutricionistas Alexandra Lima , Ana Carolina Soares , Cristina Vieira Cunha , Maria Inês Cardoso e Marta Magalhães. Conheça a equipa clínica de nutrição da rede Hospital da Luz.