A minha história em termos de oftalmologia é muito simples, muito curta. Eu comecei a ter alguma dificuldade em ver com nitidez aí pelos 40 anos e comecei a usar óculos só mesmo em situações de leitura. Até que passa um ano, dois anos, três anos e a dificuldade de visão aumenta, a adaptação às lentas aumenta, até que se chega àquela fase em que deixa de se ver ao longe e passa-se a uma fase, que me incomodou bastante, que era se me esquecia dos óculos não conseguia fazer grande coisa. Para ir ao cinema não havia cinema, para ir às compras, havia compras que eu não podia fazer porque se queria ler a validade tinha de pedir a alguém para me ler, o que era também sempre embaraçoso. E em termos profissionais, no dia a dia era muito mau. Havia situações em que se não tinha os óculos, tinha de pedir a ajuda dos próprios alunos, ou demorar mais tempo a fazer. O que aconteceu foi que há dois anos, faz agora precisamente dois anos, no final do ano letivo, senti um cansaço em termos de visão superior ao habitual. Resolvi consultar o oftalmologista e vim a descobrir nessa consulta que o algo diferente eram as cataratas. Eu na altura tinha 59 anos e nunca me passou pela cabeça aos 59 anos ter de limpar as cataratas. Foi uma surpresa, nunca imaginei que tivesse cataratas na altura. Portanto, vim para ouvir uma opinião e fui com um bónus, uma lembrança. O processo foi muito rápido, muito simples e muito eficaz, senão não estava aqui. O que eu passei a ver do olho que operei compensou o que não via do outro. Ou seja, eu conduzi no dia seguinte à cirurgia, eu nunca mais usei óculos desde o dia em que operei ao primeiro olho. Com a segunda cirurgia, com o outro olho operado, então aí, ouro sobre azul. É um sossego sim, foi menos um problema em que temos de pensar. Na altura em que operei ainda não era avó, mas com certeza que agora me dá um gozo muito grande pegar num livro de histórias e não precisar de ir à carteira buscar os óculos porque estou disponível e não ter de pegar nos óculos para fazer o desenho, ou o que quer que seja, o próprio vestir, o apertar os botões, esta cirurgia deu-me a liberdade que eu não tinha. É mesmo muito bom, é muito bom, muito bom. Aos 59 anos recebeu um diagnóstico inesperado, para quem se sentia ainda jovem e ativa: cataratas. As queixas de falta de visão tinham vindo a aumentar, ao ponto de se sentir sempre demasiado cansada e não conseguir ler os rótulos do supermercado. Em setembro de 2022, com o oftalmologista Manuel Domingues do Hospital da Luz Póvoa de Varzim, fez a cirurgia de colocação de lentes intraoculares e imediatamente recuperou 100% da visão. Esta cirurgia devolveu-lhe a liberdade que tinha perdido. Conheça o serviço de Oftalmologia do Hospital da Luz e faça a sua marcação.