Este problema de joelho já tenho há uns quatro anos. Fiquei muito limitada. Na minha casa, por exemplo, eu tenho uma rampa que é quase de um quilómetro. Eu ia a subir essa tal rampa e pareceu que estalou o tendão. E eu parei e tive de pedir ajuda para sair porque não consegui vir sozinha para casa. Eu ia para a cama e não conseguia estar na cama. Só me sentia bem se andasse, se estivesse de pé. Mas sofri muito, muito, muito, muito. Queria subir umas escadas e não podia. Queria entrar no carro e não podia. Eu senti-me envelhecer de dia para dia. No infantário era auxiliar, fazia tudo. Fazia de educadora, fazia de auxiliar, fazia tudo. Com 52 anos aposentei-me. Nestes anos, olhe, andei a tomar conta dos netos, a tomar conta da minha madrinha que tem 92 anos. É muito bom viver no Caramulo, temos uma qualidade de vida muito boa. O meu marido adora ir fazer caminhadas no pinhal, descer... vai com os netos e eles adora aquilo. E eu não vou. Os meus pequeninos já dizem: ó avó, então não vais ser operada, avó? Então para ires para a praia com a gente? Porque eu ia para a praia? Não ia, ficava em casa. Eu não conseguia caminhar. Não podia dar a mão ao meu neto porque eu sentia-me… tanta dor que eu caía. Disse não. Não vou andar mais tempo assim. Nunca tive medo da cirurgia, é engraçado. Correu muito bem, senti-me muito bem e ao outro dia, ao meio-dia, deram-me alta. Deixa-me ver o que é que eu fui... Fui ver a minha madrinha logo de muletas. Fui ver a minha madrinha de muletas. Não podia estar deitada muito tempo. Estava mais desconfortável do que se caminhasse um bocadinho. Claro que com as muletas. E na verdade não doía. Sinto-me outra pessoa, faço a minha vida normalíssima. Não tenho dores, não tenho, nunca mais tomei um comprimido para as dores. Na verdade, foi muito bom o ter vindo ser operada. Não tinha qualidade de vida. Eu não tinha e agora tenho. Os meus netos já dizem: avó agora já vamos para a praia todos não já? Já filho, já vamos para a praia. Eles tinham uma tristeza porque eu não podia ir. Dizia-lhes sempre: não posso, a avó não pode. E eles coitadinhos, ficavam tristes. Se Deus quiser este ano já vou à praia. E sem muletas, diziam. Temos o meu exemplo, que eu sofri tanto, tanto, que não desejo a ninguém. Acho que toda a gente deveria tratar. Olhe, o mais rápido possível, porque eu acho que a gente não há necessidade de andarmos a sofrer. Não há, não há. Antonieta já estava reformada quando sentiu uma dor forte no joelho. Parou, pediu ajuda para voltar para casa e, desde aí, não voltou a ser a pessoa que era. Não conseguia mexer-se, perdeu qualidade de vida por causa das dores e sentia-se a envelhecer de forma acelerada, sem vontade e sem capacidade para fazer as coisas mais básicas do dia a dia. Em maio de 2024 foi operada no Hospital da Luz Arrábida pelo ortopedista José Manuel Teixeira, para colocação de uma prótese de joelho. Teve alta dois depois e, desde então, voltou a ter mobilidade total. Sente-se outra pessoa. Conheça o serviço de Ortopedia do Hospital da Luz e faça a sua marcação.