Os pratos e os doces que hoje comemos na Páscoa encontram raízes em costumes pagãos – de celebração do despertar da natureza e respetivas divindades após o longo período do inverno – e também religiosos, judaicos e cristãos. Em Portugal , a gastronomia na altura da Páscoa varia de região para região, mas há uma tradição que se generalizou e impôs: comer cabrito (cria da cabra e do bode) ou borrego (ou cordeiro, cria da ovelha e do carneiro). São, em regra, assados no forno, mas há outros costumes regionais, por exemplo os ensopados. Animal jovem e por isso considerado mais puro, o borrego ou cordeiro ficou associado à celebração da fuga dos judeus do Egipto – que, segundo a Bíblia, o Faraó só libertou da escravatura depois de um anjo divino ter matado os filhos primogénitos de todas as casas cujas ombreiras não tinham sido ungidas e assinaladas com o sangue daquele animal. Os judeus não só sinalizaram as suas casas, como comeram a carne tenra do cordeiro, protegendo-se da ira de Deus. Mais tarde, para os cristãos e católicos, o cordeiro pascal passa a ser usado para pôr fim à austeridade da Quaresma, em que evitam comer carne, e para assinalar a ressurreição de Jesus Cristo. Crenças religiosas à parte, a verdade é que as carnes de cabrito e borrego produzidas no nosso país têm uma excelente qualidade . Têm um sabor e características diferentes e do ponto de vista nutricional são opções equivalentes. Está na hora de experimentar as receitas das nossas nutricionistas Ana Pimenta Ribeiro , Dília Soares , Mónica Santos e Teresa São Marcos . Conheça a equipa de nutrição da rede Hospital da Luz . Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.