Estas são as afirmações mais comuns feitas sobre o cancro da próstata e muitas não são verdadeiras. Leia a explicação correta. "O cancro da próstata é uma doença do homem idoso" Mito A saber: Embora o risco de desenvolver um cancro da próstata aumente significamente após os 50 anos de idade, esta doença pode surgir em idades mais jovens e são estes os doentes que mais beneficiam das opções terapêuticas com objetivo curativo. "Ter o PSA (antigénio específico da próstata) aumentado significa ter cancro da próstata" Mito A saber: O PSA é uma proteína produzida pela próstata (que é uma glândula) e que pode ter o seu valor aumentado em várias situações que não o cancro da próstata, tais como: Hiperplasia benigna da próstata (HBP), que é um crescimento benigno da próstata; Prostatite ou inflamação da próstata; Traumatismo da próstata. Para ter um diagnóstico correto de um aumento do PSA é fundamental ser feita uma avaliação médica . "Ter familiares com a doença aumenta o risco de desenvolver cancro da próstata" Verdade A saber: A hereditariedade é um dos fatores de risco para esta doença. Por isso, os homens que tenham casos de cancro da próstata na família, se nada houver que sugira a necessidade de o fazer antes, devem consultar um urologista a partir dos 45 anos. "Ter valores de PSA baixos é sinal de não ter cancro da próstata" Mito A saber: Pode haver cancro da próstata sem aumento dos valores de PSA. Estima-se que a doença ocorra em até 25% dos homens com níveis normais de PSA. "O cancro da próstata tem sintomas, por isso basta saber quais são e ir ao urologista se houver sintomas" Mito A saber: Nas suas fases iniciais de desenvolvimento, quando a probabilidade de cura é muito elevada (85%-95% dos casos), o cancro da próstata não tem sintomas . Geralmente, a presença de sintomas relacionados com a próstata está até relacionada com hiperplasia benigna da próstata e com os efeitos que o crescimento deste órgão tem nos órgãos vizinhos (a bexiga e a uretra) tais como: Necessidade mais frequente de urinar; Jato urinário fraco; Urgência em urinar. "Pessoas de raça negra têm maior risco de desenvolver a doença" Verdade A saber: A raça é também um fator de risco para o desenvolvimento de cancro da próstata e diversos estudos têm confirmado que os homens de raça negra têm um maior risco de desenvolver a doença. "Todos os doentes com cancro da próstata precisam de tratamento" Mito A saber: A decisão sobre o tratamento mais adequado a realizar depende da fase da doença (estadio), das preferências do doente e da esperança média de vida. Nos casos de cancro da próstata de baixa agressividade pode ser considerada a opção de vigilância ativa, na qual é feita uma monitorização da evolução da doença, intervindo se houver progressão da mesma, mantendo-se a mesma oportunidade de cura. "O tratamento do cancro da próstata é sempre cirúrgico" Mito A saber: No cancro da próstata localizado, as opções terapêuticas de intuito curativo incluem, para além da cirurgia radical da próstata (prostatectomia radical), procedimentos com utilização de radiação, tais como: Radioterapia externa; Braquiterapia da próstata. "O tratamento do cancro da próstata causa impotência" Mito A saber: Mais de metade dos doentes com um bom desempenho sexual antes do tratamento terá uma boa função após a terapêutica do cancro da próstata. Os outros poderão ter uma disfunção erétil moderada a grave e com auxílio terapêutico poderão recuperar a sua atividade sexual. Os fatores relacionados com um mau prognóstico para a ocorrência de disfunção erétil após o tratamento do cancro da próstata são: Idade; Desempenho sexual afetado previamente; Opção de tratamento escolhida, isto é, os riscos específicos de cada tratamento e/ou a experiência dos profissionais envolvidos nesse tratamento. Colaboraram também neste artigo os médicos do serviço de urologia do Hospital da Luz Setúbal . Conheça a equipa de urologia da rede Hospital da Luz e faça e sua marcação . Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.