A resposta aos estímulos, a compreensão da informação que se recebe e a capacidade para se fazer entender variam de pessoa para pessoa e podem originar algumas barreiras comunicacionais. Essas barreiras tornam-se mais difíceis de ultrapassar quando existe algum grau de demência associado. No entanto, existem algumas medidas simples que podem facilitar a comunicação. Medidas simples para comunicar com pessoas com demência As medidas estão relacionadas com o grau de atenção, o tipo de linguagem e o nível de afeto. Veja também o que deve evitar. Atenção Assegure-se que tem a atenção da pessoa a quem se dirige; Limite as distrações e o barulho; Identifique-se pelo seu nome e refira quem é (por exemplo, sou a sua filha, sou o seu enfermeiro, etc.); Tente manter o contacto visual. Tenha em atenção défices auditivos ou de visão; Simplifique as atividades; Peça uma tarefa simples de cada vez; Tente passar a decisão para o doente, ainda que lhe dê escolhas limitadas (sempre que possível); Direcione a sua atenção para outro assunto e volte a tentar mais tarde quando a tentativa de comunicação perturbar o doente. Linguagem Fale pausadamente; Faça frases curtas; Utilize um tom de voz apropriado, associado a expressões faciais e a linguagem corporal que ajudem a entender a sua mensagem; Use palavras simples, bem pronunciadas e espaçadas; Tente formular as questões de modo a que a resposta seja simples ou dê 2 opções de resposta para escolher 1 (por exemplo, quer vestir a blusa verde ou a blusa azul?); Estimule as respostas usando pistas verbais e visuais (por exemplo, imagens, objetos ou mensagens escritas). Afeto Trate o doente com respeito; Seja simpático e afetuoso; Se é familiar ou amigo do doente, trate-o da forma como sempre fez; Se não é familiar ou amigo do doente, trate-o da forma como ele estava habituado. Nessas circunstâncias: não use o nome próprio, a não ser que este seja o único reconhecido pelo doente; Dirija-se e fale com o doente de acordo com o seu grau de proximidade e relacionamento; Adeque o contacto físico ao seu tipo de relacionamento com o doente, pois este pode ser interpretado de forma muito variável. A evitar Adotar uma atitude paternalista; Transmitir mais do que uma informação ou instrução de cada vez; Pressionar as respostas: se não conseguir obter uma resposta verbal a uma questão, tente identificar no doente sinais associados à resposta que este pretende dar; Insistir em corrigir respostas erradas e demonstrar que reconhece esses erros. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.