Com base na informação científica disponível, não há evidência até à data de que os doentes com hepatite autoimune sejam um grupo com maior risco de infeção a COVID-19 ou que desenvolvam formas mais graves de doença. No entanto, estes doentes poderão ter um risco acrescido de complicações. Por isso, são doentes que devem reduzir os contactos sociais ao estritamente essencial, para além das medidas gerais associadas a qualquer infeção respiratória viral. Idade avançada e doenças associadas, como diabetes, hipertensão arterial, doença cardíaca, pulmonar, renal ou obesidade podem aumentar a suscetibilidade à infeção COVID-19 e a possibilidade de ter uma doença mais grave. Tenho hepatite autoimune e estou a tomar corticoides. Devo ter cuidados especiais durante pandemia de COVID-19? Se tem hepatite autoimune e está a tomar corticoides, é considerado um doente imunodeprimido e, portanto, considerado como pertencente a um grupo de risco. Contudo, doses baixas de corticoides têm muito baixa probabilidade de aumentar o risco de infeção grave por COVID-19. Atualmente, não há evidência de que as doses de corticoides utilizadas normalmente para o tratamento da hepatite autoimune aumentem o risco de desenvolver uma doença mais grave. A prednisolona é um corticoide. Devo suspender ou reduzir a dose de corticoides (como a prednisolona) ou de outros imunossupressores (como a azatioprina, tacrolimus, biológicos) durante a pandemia de COVID-19? Não deve reduzir ou suspender os corticoides ou imunossupressores, a não ser que o seu médico assistente de gastrenterologia lhe diga para o fazer. O risco de ter uma lesão grave do fígado por ter a hepatite autoimune não controlada (com a suspensão da medicação) é muito maior do que os riscos associados à infeção a COVID-19. Os médicos e as autoridades competentes estão a acompanhar de perto esta situação e se surgirem novas recomendações os doentes serão alertados. Posso tomar medicação para prevenir a infeção a COVID-19? Até à data, não existem fármacos com forte evidência científica de que previnam infeção por COVID-19. Deve evitar tomar medicação, chás ou suplementos naturais sem contactar previamente com o seu médico assistente, pois alguns deles podem ter consequências para o seu fígado. Então, o que devo fazer para prevenir a infeção por COVID-19? A principal coisa a fazer é ficar em casa em isolamento e reduzir o contacto com outras pessoas ao estritamente essencial. Deve pedir a um membro da família, vizinho ou amigo que lhe traga os alimentos ou medicação. Deve lavar as mãos várias vezes ao dia com água e sabão ou solução alcoólica sempre que tocar em alguma superfície ou entrar em contacto com alguém. Se desenvolver sintomas como tosse persistente, febre, dificuldade respiratória, perda do olfato ou diarreia, deve ligar primeiro para a linha SNS 24. Caso tenha alguma alteração da sua doença de base, ligue para o seu Hospital da Luz para uma consulta telefónica ou marque uma videoconsulta com o especialista que o segue, para poder averiguar a situação e, eventualmente, se necessário, vir presencialmente a uma consulta. Devo adiar a minha consulta de rotina? Como faço para ir à consulta de rotina com o meu médico e obter a minha medicação habitual? Deve manter o seu seguimento habitual com o seu especialista de gastrenterologia. Pode sempre optar por uma videoconsulta ou consulta telefónica. Se necessário, a prescrição dos seus medicamentos pode ser enviada diretamente para o seu telemóvel ou por correio. Contactos a usar Peça a sua videoconsulta ou consulta telefónica com o seu médico assistente na sua área pessoal no MY LUZ . Para uma videoconsulta urgente por sintomas sugestivos de COVID-19 ligue LUZ 24 - 217 104 424 . Autor : Daniel Trabulo Conheça a equipa de Gastrenterologia da rede Hospital da Luz . Se precisar de ajuda os profissionais da Luz Saúde estão disponíveis para si. Pode contar connosco! A sua segurança está garantida. Clique aqui para mais informações e conselhos do Hospital da Luz sobre a epidemia pelo novo coronavírus COVID-19. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.