Os nossos antepassados, na época em que as estações do ano comandavam a vida, confecionavam-nas no final do verão e do outono, para conservarem fruta para os longos meses do inverno, em que não havia abundância de alimentos. Usavam mel, e mais tarde o açúcar, para fazer deliciosas conservas de fruta e doces ou compotas. Esses tempos já lá vão e nos dias que correm muitas são as variedades de compota ao dispor nos supermercados, embora nem sempre as mais saudáveis. Fazê-la em casa, por métodos tradicionais, só tem vantagens : é muito fácil, permite eliminar os conservantes, controlar o açúcar e usar ingredientes alternativos, é uma das atividades que as crianças mais gostam e constitui até uma oportunidade para criar prendas caseiras e originais. À mesa, então, nem se fala: em vez da manteiga, do queijo ou de enchidos, as compotas são uma opção nutritiva e mais saudável para comer com pão/tostas, mas também com iogurtes, gelados ou mesmo para barrar bolos. Antes de deitar mãos à obra, alguns conselhos práticos : Escolha um tacho de capacidade equivalente ao dobro da quantidade do doce que vai preparar, pelo menos; Use uma colher de pau comprida para mexer o doce – e, assim, evita queimar-se; Não tape o tacho durante o processo de cozedura, pois é necessário deixar o líquido evaporar. Mas tenha cudado: os doces têm tendência para ‘espirrar’ à medida que engrossam. Há redes próprias para pôr por cima dos tachos, à venda no mercado, que deixam escapar o vapor e aparam os espirros do doce. Conheça agora as sugestões das nossas nutricionistas : Ana Pimenta Ribeiro , Dília Soares , Simone Fernandes , Susana Cardoso e Teresa Isabel Santos . Conheça a equipa de nutrição da rede Hospital da Luz .