Eu comecei a ter dificuldades auditivas mesmo na escola, ainda a trabalhar, era professora do ensino básico. No princípio da minha carreira, acabei por ir para uma aldeia onde nem havia luz, não havia água, não havia casas de banho, e a minha primeira escola foi uma cozinha antiga. Eu comecei a sentir problemas e dificuldade auditivas talvez nos meus 30 e tal anos, 40 anos. A osteoporose avançou. Localizou-se nos ouvidos, no ouvido médio e no ouvido interno e eu comecei a deixar de ouvir, a perder a audição. Passei a falar um pouco mais alto, às vezes precisava que a criança falasse mais alto para mim. Foi no primeiro lugar onde eu me apercebi que estava a perder audição. E disse assim, pronto, das duas uma. Eu sei que já não sou nova, mas também ainda não me considero tão velha como isso para não ter um mínimo de qualidade de vida. Aconselharam-me que a única hipótese para eu poder ficar a ouvir seria este implante. Foi-me colocado implante auditivo esquerdo e implante auditivo direito. Estou super satisfeita, a operação correu lindamente. A recuperação, custou-me foi muito a dormir nas primeiras noites. De resto, lindamente. E estive um mês para adaptação do organismo ao material que me colocaram. Só tenho pena de não ter, portanto, o conhecimento mais cedo da existência deste sistema, porque penso que é a última inovação. Eu hoje sou uma outra pessoa. Inês começou a queixar-se da falta de audição há mais de 30 anos. Fez cirurgias, foi recorrendo a aparelhos auditivos, mas nunca recuperou verdadeiramente a capacidade de ouvir bem. Multiplicou as idas ao hospital, teve um diagnóstico de otosclerose na menopausa e deixou de ouvir definitivamente do ouvido direito há uns anos. Até que começou a ser acompanhada no Hospital da Luz Vila Real. A decisão de fazer a cirurgia de colocação de implantes Osia, em fevereiro de 2024, mudou a sua vida. Conheça o serviço de Otorrinolaringologia do Hospital da Luz e faça a sua marcação .