Comecemos por pôr os pontos nos ii: A massa é uma fonte privilegiada de hidratos de carbono – e, logo de energia, essencial para atividade diária. Exatamente pelo valor calórico e energético, é um alimento saudável, desde que confecionada adequadamente e incorporada numa alimentação variada e equilibrada. Pertence ao maior grupo da Roda da Alimentação Mediterrânica , segundo a qual deve-se ingerir 4 a 11 porções de massa ao longo do dia (1 porção equivale a 4 colheres de sopa rasas de massa cozida ou 2 colheres se for seca). A dose deve ser adequada às necessidades individuais (idade e tipo de atividade diária). Sim, pode fazer aumentar o peso, mas só se for consumida em quantidades inadequadas / descontroladas , tal como acontece com os outros alimentos. As pessoas com doença celíaca têm já disponíveis massas produzidas com cereais sem glúten (como milho e arroz). Na cozinha, a massa ganha em todas frentes. Desde logo, é geralmente do agrado de todos, sejam crianças ou adultos. Depois, é económica (porque ‘cresce’ ao cozer) e variada (há centenas de tipos de massa), versátil, fácil e rápida de confecionar. Pode ser feita de maneira mais tradicional (veja-se o rancho e a aletria, pratos bem portugueses) ou então com ingredientes mais ‘na moda’, e ser servida quente ou fria, consoante a receita e o tipo de massa. Não esquecer também que pode perfeitamente ser guardada no frigorífico para ser consumida depois ou reaproveitada para novos pratos. A massa é um alimento muito simples, de origem vegetal e com reduzido impacto ambiental. É feita a partir de uma pasta de pão sem fermento e depois moldada consoante a forma que se quiser. O nome das massas advém da sua forma. A questão da origem da massa é complexa, havendo muitos países a reivindicar a paternidade. Sabe-se que 500 anos Antes de Cristo já os gregos faziam uma mistura de farinha com água, que era depois cozida, e que terão sido os árabes a levar a massa para a Sicília (as primeiras referências remontam a 1154), em Itália, país que foi grande impulsionador das massas (Veneza teve a primeira fábrica de massas logo em meados do séc. XVIII). Portugal é um dos 20 maiores consumidores de massa mundiais, com 6,6 kg per capita anuais (dados de 2015). Saiba ainda que: A massa deve ser confecionada da forma mais simples possível (em água a ferver) e complementada com alimentos fornecedores de proteína, hortícolas e ovo . Quanto a molhos, esqueça as natas e a manteiga: prefira sempre o azeite e as ervas aromáticas. Nos últimos anos, surgiram várias massas feitas com cereais integrais . São mais ricas em fibra (que demora mais a digerir e aumenta a saciedade) e têm gordura saudável. Não são nem mais nem menos saudáveis do que as massas convencionais, há que controlar as porções a ingerir. O tempo de cozedura da massa depende do tipo de massa (seca ou fresca). Para massas secas, bastam 6 a 12 minutos para ficarem al dente , como dizem os italianos, ou seja, nem muito crua, nem muito cozida, com alguma resistência à mordida. As massas menos espessas não devem ser cozinhadas no forno, pois não resistem bem a altas temperaturas. Fontes: Associação Portuguesa de Nutrição Conheça agora as propostas das nossas nutricionistas Alexandra Lima , Cristina Vieira Cunha , Liliana Natário , Raquel Barbosa , Sara Moço e Sónia Xavier . Conheça a equipa clínica de nutrição da rede Hospital da Luz.