O que são pragas urbanas? Diversas espécies de insetos, roedores e algumas aves adaptam-se com facilidade ao ambiente urbano, aproveitando condições favoráveis criadas pela atividade humana para se se instalarem e desenvolverem. Com isto sujam, mordem, picam, estragam alimentos, danificam bens diversos, transmitem doenças, ou são prejudiciais e incomodam de qualquer outra forma , comprometendo a qualidade de vida e o bem-estar dos habitantes. Nas cidades modernas, as pragas (baratas, ratos, mosquitos, moscas, formigas…) são um desafio constante , muitas vezes difícil de ultrapassar. Prevenir pragas é proteger a saúde, bem-estar e qualidade de vida. Não é apenas uma tarefa das autoridades responsáveis pelo tema. É uma responsabilidade partilhada por todos. Com comportamentos conscientes e medidas simples, todos conseguimos contribuir para ter cidades mais limpas, seguras e saudáveis. E, afinal, prevenir é sempre mais simples, eficaz e barato do que corrigir. O que devemos fazer? Bom senso e hábitos simples de higiene, limpeza, organização e arrumação ajudam a impedir que as pragas invadam habitações, locais de trabalho e espaços de lazer. Estas espécies procuram alimento, água e refúgio adequados para viverem e se reproduzirem e, portanto, é o que devemos evitar criar e deixar facilmente disponível. Esquecendo as medidas simples de prevenção, mesmo que se recorra a uma desinfestação profissional quando há algum problema, este voltará se aquilo que o atraiu se mantiver. Manter os espaços limpos e arrumados Limpeza e arrumação são a primeira linha de defesa , seja em casa, nos nossos locais de trabalho ou espaços comuns interiores e exteriores que frequentamos . Não deixar loiça suja no lava-loiça, limpar sempre as bancadas, o fogão e o chão da cozinha para eliminar migalhas ou outros resíduos. Não deixar restos nas tijelas de alimentação dos animais de companhia. Não deixar restos de comida no local onde se trabalha, incluindo copos ou chávenas com restos de líquidos, particularmente se forem doces. Não deixar recipientes com alimentos destinados a animais no espaço público. Separar o lixo, usar caixotes com tampa e mantê-los sempre bem fechados. Não acumular lixo dentro de casa e colocá-lo nos contentores adequados sempre que possível. Não deixar restos ou embalagens de comida ou lixo na varanda ou jardim de casa, nem nos espaços públicos. Não deixar revistas, papel, caixas ou outros materiais acumulados e desarrumados, pois são ótimos refúgios para muitas pragas. Além da limpeza diária e semanal, fazer uma limpeza mais profunda da casa uma ou duas vezes por ano, incluindo o interior de armários e roupeiros. Armazenar os alimentos corretamente Alimentos armazenados corretamente são alimentos protegidos contra invasores. Na compra de alimentos secos embalados, certificar-se de que as embalagens não estão rasgadas ou rotas, uma vez que pode ser sinal de contaminação. Usar primeiro os alimentos comprados há mais tempo. Guardar os alimentos em recipientes bem fechados e no local e à temperatura adequados para cada um. Frutos e outros vegetais mantidos fora do frigorífico devem ser protegidos com uma rede, especialmente no tempo mais quente e se estiverem maduros. Limpar regularmente a despensa ou armário dos alimentos, assegurando que não se acumulam migalhas ou outros resíduos. Fechar bem os sacos de ração dos animais de companhia. Controlar a humidade Com menos humidade, o ambiente é mais saudável para nós e menos favorável para muitas pragas. Arejar a casa diariamente ou sempre que possível. Utilizar desumidificadores em zonas em que a humidade seja mais difícil de controlar com arejamento. Reparar focos de humidade decorrentes de problemas como infiltrações, fugas de água e torneiras a pingar. Arejar e manter as casas de banho secas. Limpar ralos e sifões com produtos desinfetantes adequados. Em períodos prolongados de ausência de casa, fechar a água e deixar tapados ralos da cozinha e casa de banho, bem como tampos de sanita. Evitar deixar água parada em vasos ou outros recipientes, dentro de casa ou mesmo na varanda (pois águas estagnadas são um foco de atração e criação de mosquitos e outras pragas). Operações de manutenção Reparar fendas e buracos em paredes, rodapés, chão e canalizações. Em zonas mais problemáticas, instalar redes em janelas e nos ralos da canalização, recorrer aos produtos de uso doméstico disponíveis para as várias pragas (aerossóis, pós, armadilhas adesivas, caixas de isco, difusores elétricos, entre outros). Manter portas e janelas fechadas à noite. Seja em prédios ou moradias, fazer uma limpeza anual (ou de dois em dois anos, pelo menos) às chaminés das cozinhas e lareiras. Manter os jardins de casa limpos e tratados, sem entulho, lixo ou vegetação em excesso, especialmente nas áreas mais próximas de casa. Sinais de que é preciso atuar Prevenir pragas inclui fazer uma inspeção regular e não ignorar os primeiros sinais , que podem ser, entre outros: Fezes de roedores , que têm a forma semelhante a um bago de arroz e uma cor escura; Odor estranho , que pode ser sinal de baratas. Manchas escuras nas paredes ou no chão. Presença recorrente ou mesmo pontual de insetos , como por exemplo ver uma barata. Quais são as principais espécies causadoras de pragas urbanas? Ratos e ratazanas , que vivem em esgotos, terrenos baldios, edifícios degradados e abandonados e até em casas habitadas. Baratas , com atividade especialmente noturna e que se escondem em locais escuros e húmidos, como cozinhas, casas de banho e condutas de esgoto. Moscas e mosquitos , que são uma preocupação crescente com o aumento da temperatura e humidade. Formigas , que invadem casas e outros locais à procura de comida e formam grandes colónias difíceis de eliminar. Pombos , que nidificam nos edifícios causando com as suas fezes sujidade e estragos significativos. Muitas outras, como por exemplo traças, térmitas, piolhos, ácaros, percevejos, peixinhos de prata e aranhas. Os conteúdos do nosso Guia de Saúde têm finalidade informativa, destinam-se ao público em geral e podem não estar atualizados. Não substituem a informação, opinião e aconselhamento individual de um médico ou outro profissional de saúde nas respetivas áreas de intervenção.