Ter o nariz constantemente entupido , ficar sem olfato ou sofrer sinusites repetidas podem ser sinais de uma rinossinusite crónica com pólipos nasais , conhecida como polipose nasal . Esta doença inflamatória crónica é frequente; Estima-se que em Portugal afeta cerca de 2,5% da população; É mais comum entre os 40 e os 60 anos; Pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Apesar de tudo isto, a polipose nasal é referida muitas vezes como uma “doença invisível”, porque muitas pessoas vão convivendo com os sintomas durante muito tempo sem procurar os cuidados médicos necessários para um diagnóstico e tratamento corretos. O que é a polipose nasal? A polipose nasal é uma doença inflamatória crónica do nariz e dos seios perinasais (rinossinusite), que se caracteriza pelo crescimento de pólipos nasais. Estes pólipos são pequenas formações benignas que se formam em resultado da inflamação persistente da mucosa nasal e dos seios perinasais. Não provocam dor, mas podem aumentar de volume ao longo do tempo e causar obstrução nasal progressiva, dificuldade em respirar pelo nariz e alterações do olfato. Quais são os sintomas que podem significar polipose nasal? Os sintomas e sinais mais frequentes incluem: Nariz entupido de forma repetida e persistente; Corrimento nasal frequente; Diminuição ou perda do olfato; Sensação de pressão ou dor facial; Sinusites repetidas; Ressonar (roncopatia) ou dificuldade em respirar durante o sono. Estes e outros sintomas não estão sempre presentes e não têm a mesma intensidade em todas as pessoas com polipose nasal. Qual é o impacto na qualidade de vida? A polipose nasal é uma doença com impacto real na qualidade de vida. A perda de olfato , que é um dos sintomas mais característicos, interfere com o prazer alimentar e também com a segurança e o bem-estar emocional. A obstrução nasal persistente interfere frequentemente com o sono, podendo estar na origem de fadiga, dificuldade de concentração e diminuição da qualidade de vida. Esta doença está frequentemente associada a outras condições inflamatórias , como asma, rinite alérgica ou intolerância ao ácido acetilsalicílico (vulgo aspirina), que partilham mecanismos inflamatórios semelhantes. Existem tratamentos eficazes para a polipose nasal Embora seja uma doença crónica, existem várias opções terapêuticas capazes de controlar os sintomas de polipose nasal e melhorar significativamente a qualidade de vida. O tratamento pode incluir: Terapêutica anti-inflamatória com sprays nasais; Medicação oral em casos selecionados; Cirurgia endoscópica nasal, quando há uma obstrução significativa ou os tratamentos com medicamentos não têm resultados; Terapêuticas biológicas, indicadas em casos mais graves ou recorrentes. O objetivo do tratamento é reduzir a inflamação , melhorar a capacidade de respirar pelo nariz e recuperar, sempre que possível, o olfato. Quando se deve procurar um médico? O nariz constantemente entupido, perda de olfato, sinusites frequentes ou outros sintomas nasais que interferem com o sono ou o dia a dia, de forma repetida ou ao longo de meses podem significar que se está perante polipose nasal. Nestes casos, deve ser feita uma avaliação detalhada por um médico otorrinolaringologista para fazer um diagnóstico correto e definir o tratamento e acompanhamento mais adequado para cada caso. A mensagem é clara Se o nariz deixa de funcionar normalmente de forma repetida e/ou durante muito tempo, o problema não deve ser ignorado. É necessário procurar os cuidados de um médico otorrinolaringologista . Autor : André de Sousa Machado (Otorrinolaringologia) Conheça a equipa de otorrinolaringologia da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.