Menos sol, uma alimentação diferente, mais tempo sentado. Estas são algumas mudanças associadas à época que vivemos e que podem alterar o funcionamento normal do nosso organismo a que estávamos habituados. Saiba quais são as alterações mais comuns e como as pode ultrapassar. Conheça também a resposta a algumas preocupações comuns. O meu intestino não funciona como habitualmente. É normal? O sedentarismo e a alteração das rotinas são condições suficientes para haver alterações no funcionamento dos intestinos. Como sempre, a alimentação e a hidratação podem ter um papel preponderante. Assim: Crie rotinas o mais próximo possível da sua normalidade; Estabeleça horários para as refeições; Promover o consumo de vegetais frescos, cozinhados ou em sopas e de hidratos de carbono complexos (leguminosas, batata doce); Beba mais líquidos; Dentro do possível, faça alguma atividade física. Não se esqueça que um intestino saudável é a primeira barreira à entrada de agentes patogénicos no nosso organismo. Quanto e o que devo beber? Beba pelo menos um litro e meio por dia! As bebidas de eleição são sempre a água e alguns chás – em especial, os que forem ricos em compostos fenólicos e antioxidantes, fundamentais para a estimulação da nossa imunidade; Evite a adição de açúcar ao chá; Evitar bebidas açucaradas e, principalmente, bebidas alcoólicas. Além de não terem qualquer valor nutricional, potenciam o aumento de peso, estimulam a proliferação de bactérias patogénicas e podem provocar alterações na microbiota do intestino, diminuindo a capacidade de defesa do organismo. Durante o período de isolamento vou perder massa muscular? Se a sua atividade física diária diminuir muito, poderá perder massa muscular. Praticar atividade física em casa, recorrendo até às inúmeras ajudas existentes online para este fim , será uma boa forma de evitar uma perda muscular marcada. Também a alimentação pode ter um papel fundamental neste processo de defesa. Neste caso deve consumir alimentos ricos em proteína de alto valor biológico, como produtos lácteos, ovos, carne, peixe, entre outros) ao longo do dia, idealmente, uma porção de 4h em 4h. Estou fechado em casa, vou ter carência de vitamina D? A limitação à exposição solar terá essa consequência. Expor os braços, peito e pernas ao sol, por períodos de 15 minutos/dia numa varanda ou junto a uma janela. Não sendo uma solução perfeita, é uma ajuda. Também pode colmatar este défice incrementado o consumo de peixe ou, no limite, utilizando suplementação para o efeito. No entanto, deve contactar o seu médico assistente ou o seu nutricionista para este fim. Os médicos e nutricionistas do Hospital da Luz estão disponíveis para videoconsultas, consultas telefónicas e consultas presenciais. Devo tomar suplementos alimentares para reforçar a minha imunidade? À partida, uma alimentação rica e variada cumprirá as suas necessidades de nutrientes necessários para otimizar o seu estado nutricional. Como tal, a toma de suplementação nutricional será desnecessária. Se precisa de mais esclarecimentos sobre este assunto, contacte o seu médico assistente ou o seu nutricionista. Os médicos e nutricionistas do Hospital da Luz estão disponíveis para videoconsultas, consultas telefónicas e consultas presenciais. Em casa, tenho muito mais fome! Como devo controlar? O mais importante será recriar as suas rotinas, ter horários para refeições, fazer intervalos regulares entre refeições sem promover jejuns prolongados e não comer nesses intervalos. Procure não comer alimentos muito ricos em açúcar pois ainda estimularão mais a vontade de comer. Faça as compras de produtos alimentares de forma racional e adequada, para promover sempre, dentro da sua casa e durante esta quarentena, uma alimentação equilibrada. Autor : Tiago Morim Saiba mais sobre a equipa de Nutrição da rede Hospital da Luz . Clique aqui para mais informações e conselhos do Hospital da Luz sobre a epidemia pelo novo coronavírus COVID-19. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.