Um colar cervical, também conhecido como imobilizador cervical ou do pescoço, ou ainda como aparelho para o pescoço, é uma ortótese que se destina a apoiar, reforçar e proteger o pescoço . Mantém o pescoço numa posição neutra e com isso: Diminui a mobilidade do pescoço e da cabeça; Diminui a carga que é imposta às vértebras cervicais e outras estruturas; Promove o relaxamento muscular. Pode ser necessário usar um colar cervical em várias situações, por exemplo: Depois de uma cirurgia; Na sequência de fraturas e traumatismos Os acidentes de viação uma causa comum de traumatismos cervicais, pelo chamado “efeito de chicote”, em que o pescoço sofre um movimento repentino de hiperextensão (cabeça para trás) seguido de hiperflexão (cabeça para a frente). Para aliviar dor no pescoço (cervicalgia), que pode ter várias causas: Compressão de nervos do pescoço; Desgaste ósseo e da cartilagem com o avançar da idade originando uma curvatura excessiva do pescoço ou espondilose cervical; Rigidez do pescoço por tensão muscular, stress, má postura, entre outros. Os colares cervicais só devem ser usados por indicação médica e sempre de acordo com todas as indicações que forem dadas. Tipos de colares cervicais Há três tipos principais de colares cervicais, que diferem nos níveis de proteção e de restrição de mobilidade que permitem. Moles, maleáveis ou macios; Semi-rígidos; Rígidos. Quanto mais rígidos, maior a proteção e restrição de movimento. A escolha de um colar cervical é feita pelo médico e depende do tipo de lesão ou causa de dor e das particularidades de cada pessoa e do seu caso. Os colares cervicais maleáveis ou macios: São feitos em espuma ou borracha, são forrados com tecido macio e têm um fecho de Velcro; São postos de forma que fiquem ajustados ao pescoço sob o maxilar inferior (mandíbula); São mais usados para aliviar problemas temporários de dor e durante períodos do dia curtos. Os colares cervicais semi-rígidos: São feitos em espuma ou borracha, reforçada com uma estrutura plástica; Podem ou não ter apoio para o queixo. Os colares cervicais rígidos: São feitos geralmente em materiais plásticos e espuma nos locais de contacto; Habitualmente incluem um apoio para o queixo e podem até incluir um colete de suporte torácico; Limitam bastante os movimentos de extensão lateral, anterior e posterior e de rotação da cabeça e pescoço; São usados geralmente depois de uma cirurgia ou no caso de uma lesão grave. Cuidados gerais quando se usa um colar cervical Quando é indicado o uso de um colar cervical, habitualmente é feito o ensino do seu uso, pelo médico e outros profissionais de saúde, incluindo: A forma como deve ser colocado, ajustado e retirado; Quando deve ser usado, por exemplo sempre, apenas durante o dia, períodos curtos durante o dia; Período previsível de necessidade; Posicionamentos permitidos e não permitidos; Necessidade de se movimentar e tipos de movimentos que pode e/ou deve fazer; Vigilância e manutenção de um bom estado da pele sob o colar Além disso, cada colar cervical pode ser acompanhado de instruções de uso próprias , nomeadamente para a sua limpeza e manutenção. São cuidados gerais: Manter uma postura correta; Não fazer trabalhos pesados nem carregar pesos; Não pegar em crianças ao colo; Não guiar; Evitar movimentos cansativos e com impacto; Pedir ajuda sempre que seja preciso para tirar e por o colar, para o limpar e para vigiar o estado da pele; Procure cuidados médicos Se tem indicação para usar um colar cervical, especialmente se for na sequência de uma cirurgia ou após um traumatismo, não deixe de procurar cuidados médicos se notar: Enfraquecimento ou dormência dos braços ou das pernas; Dificuldade em respirar, falar, comer ou beber; Incapacidade de manter a imobilização do pescoço; Irritação ou lesões da pela sob o colar que não se resolvem. Autor: Maia Gonçalves Conheça a equipa clínica de ortopedia da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.