Autoras : Ana Catarina Franco e Carla Bentes As crises epiléticas não são uma doença por si. São um sintoma de diversas doenças que podem afetar o cérebro. Algumas crises epiléticas são muito incapacitantes, enquanto outras podem passar quase despercebidas. Como atuar se estiver com alguém que tem uma crise epilética Se for uma crise generalizada ( convulsão) Mantenha-se calmo e acalme outras pessoas que assiste à crise; Tente contabilizar a duração da crise; Coloque a pessoa de lado, com a cabeça baixa, de modo a que a saliva possa escorrer para fora da boca; Desaperte-lhe a roupa que possa ter à volta do pescoço; Ponha qualquer coisa macia debaixo da cabeça, ou ampare-a com a sua mão, impedindo-a de bater no chão ou contra objetos; Não a tente acordar, nem a force a levantar-se; Não coloque nada na boca da pessoa, nem lhe dê nada para beber; Não puxe a língua; Fique junto da pessoa até que esta volte a respirar calmamente e comece a acordar. Se for uma crise focal (crise mais ligeira): Nestas crises não há queda, nem movimentos convulsivos. Por exemplo, pode haver apenas um período de confusão e comportamentos invulgares. Assim: Mantenha-se atento e proteja-a de um eventual perigo durante a crise; Dê o apoio necessário até à recuperação completa da consciência. Quando chamar o 112 Contacte o serviço de emergência 112 sempre que: Tiver dúvidas sobre o que deve fazer; For a primeira crise da pessoa ou não saiba se houve crises anteriores; A crise for mais prolongada do que o habitual (geralmente as crises não ultrapassam os 2-3 minutos de duração) ou se observar crises repetidas, sem recuperação dos sentidos no intervalo; A crise tenha provocado ferimentos sérios; Haja dificuldade em retomar respiração normal no final da crise. O que é uma crise epilética Uma crise epilética é uma manifestação transitória de sintomas e/ou sinais que se devem a uma perturbação temporária da atividade elétrica do cérebro. A atividade elétrica do é causada por alterações químicas complexas que ocorrem nas células nervosas As células no cérebro ou excitam ou inibem (param) outras células a emitir mensagens. Geralmente, há um equilíbrio entre a atividade excitatória e a inibitória. No entanto, quando ocorre uma crise, pode haver atividade a mais ou a menos, levando a um desequilíbrio entre a atividade excitatória e inibitória. As alterações químicas que daqui resultam levam a uma perturbação da atividade elétrica, desencadeando uma crise. Links úteis para informação sobre crises epiléticas e epilepsia Epilepsy Foundation International League Against Epilepsy Liga Portuguesa Contra a Epilepsia Conheça a equipa de neurologia da rede Hospital da Luz. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.