A spirulina ( Arthrospira platensis ) é uma cianobactéria fotossintética. É referida frequentemente como uma microalga azul-esverdeada devido às suas características e utilização semelhantes às das microalgas. Tem vindo a destacar-se pelas suas aplicações na indústria alimentar e farmacêutica e ganhou ainda mais visibilidade quando foi utilizada como suplemento nutricional em missões espaciais. É conhecida pelo seu perfil nutricional, sendo usada como suplemento alimentar e como ingrediente em diversos produtos. A sua composição inclui cerca de 60%-70% de proteína no peso seco e também hidratos de carbono, ácidos gordos essenciais, vitaminas, minerais e vários compostos bioativos. Entre estes destacam-se a ficocianina, a clorofila, os carotenoides e os compostos fenólicos, substâncias associadas a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. É sugerido que o consumo de spirulina pode contribuir para a redução do stress oxidativo , para a modulação do sistema imunitário e para a melhoria de alguns indicadores metabólicos , como os níveis de glucose e o perfil lipídico. Além do seu valor nutricional, são apontadas vantagens ambientais à spirulina, porque a sua cultura necessita de menos água e menos área do que muitas fontes tradicionais de proteína. Disponível em várias formas, a spirulina pode ser incorporada de uma forma simples na alimentação diária. Em pó , pode ser adicionada diretamente a batidos, sumos ou iogurtes ou utilizada como ingrediente em receitas, como panquecas. Os comprimidos e cápsulas são uma opção para quem quer fazer suplementação sem alterar o sabor dos alimentos. Atualmente, a spirulina também se encontra noutros alimentos e bebidas, incluindo snacks, massas, bolachas, produtos lácteos e barras energéticas que ajudam a mascarar o seu sabor e aroma característicos que podem influenciar a aceitação. No entanto, apesar de ser geralmente considerada segura, a toma de spirulina não deve ser iniciada sem aconselhamento médico , particularmente nos seguintes grupos: Gravidez e aleitamento; Fenilcetonúria; Doenças autoimunes; Pessoas que fazem medicação anticoagulante, para a diabetes ou para a hipertensão; Pessoas imunodeprimidas; Pessoas com história de alergias. Algumas pessoas podem também ter efeitos secundários associados à toma de spirulina, como dor de cabeça, sensação de enfartamento, gases e diarreia. Se a spirulina é uma opção de suplemento para si, experimente as receitas das nossas nutricionistas , Alexandra Lima , Liliana Natário e Tatiana Gonçalves , que são formas simples e saborosas de aproveitar o seu potencial. Conheça a equipa clínica de nutrição da rede Hospital da Luz.