Temperos, caldos e molhos fazem parte da arte de cozinhar praticamente desde que o Homem inventou o fogo, para dar sabor aos alimentos. Evoluíram ao longo dos tempos, integram as tradições e produtos de cada povo e região, alguns exigem uma certa técnica culinária, mas são todos preparados de consistência líquida ou cremosa, destinados a servir de base ou acompanhamento de um prato. Na Europa, os molhos foram-se tornando mais sofisticados à medida que eram descobertos ingredientes refinados, como a manteiga. No século XIX, deve-se ao chefe francês Auguste Escoffier, considerado o pai da gastronomia moderna no Ocidente, a classificação dos molhos básicos, ou ‘molhos-mãe’, de onde variam todos os outros: branco (béchamel), espagnole, velouté, holandês e vermelho (de tomate). Cada um deles está associado a determinados ingredientes-base e espessantes. Os molhos tornaram-se tão importantes que numa cozinha profissional há elementos especializados na sua preparação, os chamados chefs sauciers. Claro que o fenómeno da globalização trouxe-nos entretanto novos sabores e… muitos outros molhos, como os asiáticos, que se tornaram populares. Mas isso já são outras histórias. Na atualidade, a consciencialização da necessidade de estilos de vida mais saudáveis, baseados numa alimentação equilibrada, refletiu-se em novas abordagens também neste campo. Estamos agora numa espécie de regresso ao passado, em que se procuram temperos e molhos mais ‘naturais’ e saudáveis, à base de ingredientes frescos, ervas, especiarias e vegetais. Saiba que os molhos: Podem mudar tudo num prato e fazê-lo brilhar, mas também arruiná-lo… O segredo está em combinar o molho certo para os alimentos certos. São ideais para quebrar a monotonia de um alimento e variar o sabor. Podem servir para tornar uma receita mais nutritiva, em termos de fibra ou gorduras insaturadas que auxiliam o metabolismo. É o caso, por exemplo, dos molhos à base de iogurte, um alimento que ajuda a regular a flora intestinal e é fonte de proteína. Sugestões: Prefira confecionar os seus molhos, em vez de os comprar já preparados. Evita, assim, as gorduras, açúcares e conservantes que estes têm na sua composição, que são altamente calóricos e prejudiciais à saúde. Pode fazer em maior quantidade um molho de que goste e que considere versátil. Bem acondicionado, pode ser mantido alguns dias no frigorífico, pronto a usar – por exemplo, para temperar saladas e assim quebrar a rotina do azeite e reduzir o sal. Conheça agora as sugestões das nossas nutricionistas Liliana Natário , Maria Inês Cardoso , Sara Moço e Simone Fernandes . Conheça a equipa clínica de nutrição da rede Hospital da Luz.