O início de cada ano escolar é sempre motivo de preocupação e ansiedade para milhões de pais, crianças, jovens, professores e outros profissionais, mas ainda mais numa conjuntura de pandemia. Estas são as principais orientações das autoridades educativas e de saúde que estão a ser aplicadas nos estabelecimentos de ensino e de atividades extracurriculares, com as devidas adaptações. O acesso É limitado a alunos, professores e pessoal não docente dos estabelecimentos. Quaisquer exceções têm de ser planeadas e acompanhadas pela escola. Limpeza e desinfeção Todos os espaços e equipamentos têm de ser limpos e desinfetados com maior frequência e tem de haver dispensadores de álcool/gel à entrada de cada sala e nos corredores/espaços de circulação. Organização e funcionamento em ‘bolha’ Seja qual for o tipo de estabelecimento, as crianças ou os alunos deverão estar organizados em grupos/turmas mais pequenas e assim desenvolver as suas atividades, sempre nas mesmas salas e espaços de circulação e com horários próprios; Estes horários devem ser, sempre que possível, desfasados dos de outros grupos, para limitar ao máximo o contacto entre grupos de alunos. E, se a arquitetura da escola o permitir, haverá sempre circuitos autónomos de entrada e de saída; A formação destes grupos varia consoante a escola e respetivas condicionantes (espaço, ventilação, número de alunos, etc.). Máscara Uso obrigatório a partir dos 10 anos e de forma permanente (apenas pode ser tirada para comer ou noutro tipo de casos muito específicos); A Organização Mundial de Saúde aconselhou, no entanto, que cada país pondere a possibilidade de tornar obrigatória máscara desde os 6 anos, medida que Portugal pode vir a adotar, em função da evolução da pandemia. Salas de aula Os alunos têm lugar marcado, em mesas dispostas o mais possível junto das paredes e janelas, afastadas pelo menos um metro umas das outras e todas orientadas no mesmo sentido (não pode haver disposições em U ou outras, para que os alunos não fiquem frente a frente); As mesas e salas não devem ter decorações: apenas o estritamente necessário às atividades lúdicas ou pedagógicas. Sala de isolamento Tem de existir uma em cada estabelecimento, para alunos, professores e outros profissionais que apresentem sintomas de covid-19 (febre, tosse ou dificuldade respiratória). Refeitórios O ideal é que se sente um aluno por mesa, ou então dois, mas em diagonal (sem ficarem frente a frente). Educação física Pode ser feita sem máscara, em grupos mais pequenos e sempre com distância de 3 metros entre alunos e privilegiando atividades individuais e sem partilha de equipamento. Arejamento e ventilação Deve haver, sempre que possível, uma boa ventilação dos espaços, de preferência natural, através da abertura de portas ou janelas. Quando há ar condicionado, este deve funcionar em forma de extração e os equipamentos têm de ser limpos com maior regularidade. Material escolar e livros São de uso individual e não podem ser partilhados (a menos que sejam desinfetados entre utilizações). Brinquedos ou outros objetos pessoais Evitar levar para os estabelecimentos de ensino tudo o que não seja estritamente necessário, incluindo brinquedos ou outros objetos pessoais. Fontes: Orientação da DGS nº 024/2020, atualizada a 20/07/2020 Orientação da DGS nº 032/2020 (de 14/06/2020) Orientações ano letivo 2020/2021, DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares), Direção-Geral da Educação e Direção-Geral da Saúde Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.