Atualizado em 29 de abril de 2021 Com a pandemia de COVID-19, todos os dias ouvimos falar dos diferentes testes para esta doença, das circunstâncias em que são usados, dos seus objetivos e limitações. Este é um assunto que agora faz parte das nossas conversas no dia a dia e que devemos conhecer, principalmente quem decida por iniciativa própria (ou seja, sem indicação de profissionais de saúde) fazer um teste para COVID-19. Testes para COVID-19 Os testes rápidos para COVID-19 vieram juntar-se aos outros testes que já conhecíamos desde a primeira vaga da doença, feitos em laboratório com equipamento específico , que são: Os testes por PCR ( polymerase chain reaction ) ou testes moleculares, que pesquisam ácido ribonucleiro (RNA) do genoma do vírus SARS-CoV-2 e que nos dizem, num contexto clínico e epidemiológico adequados, se há, no momento de realização do teste, infeção pelo SARS-CoV-2; Os testes serológicos , que pesquisam anticorpos contra o vírus, e que nos dizem se houve uma exposição ao SARS-CoV-2 que o nosso sistema imunitário tentou combater produzindo anticorpos, tenhamos tido ou não sintomas da doença. O que são testes rápidos? Testes rápidos são aqueles cujos resultados são obtidos num prazo curto , geralmente de minutos, e que não necessitam de equipamento laboratorial para serem processados. Por vezes, são até realizados no próprio local onde a amostra é colhida. Os testes rápidos mais conhecidos são os testes de gravidez que se fazem em casa. Testes rápidos para COVID-19 Para a COVID-19 há: Testes rápidos de diagnóstico ou de antigénio que têm como objetivo identificar, num contexto clínico e epidemiológico adequados, se o vírus está presente no organismo quando são realizados; Testes rápidos de pesquisa de anticorpos , que têm como objetivo identificar se houve uma exposição anterior ao vírus e se o organismo desenvolveu anticorpos. Este artigo é sobre os primeiros testes atrás referidos, ou seja, os testes rápidos de antigénio. Os resultados destes testes interpretados num contexto clínico e epidemiológico adequados, dizem-nos se há uma infeção ativa. Pesquisam a presença do vírus, mas fazem-no de uma forma diferente dos testes PCR: Os testes rápidos de antigénio para diagnóstico de COVID-19 disponíveis atualmente para serem utilizados em grande escala pesquisam proteínas específicas do vírus. Estas proteínas da superfície do vírus são o antigénio viral (que induz a resposta imunitária), pelo que os testes rápidos são conhecidos também como testes de antigénio ; Por serem testes rápidos, os testes que detetam o antigénio do SARS-CoV-2 podem ou não ser realizados no mesmo local onde são colhidas as amostras e os seus resultados ficam disponíveis mais rapidamente do que os dos testes PCR, que são realizados em laboratório e necessitam de equipamento próprio. A tecnologia que os testes rápidos usam e o facto de não precisarem de equipamento específico para processamento torna-os muito mais económicos do que os testes PCR. As amostras para os testes rápidos de COVID-19 são de forma geral semelhantes às amostras dos para os testes PCR: exsudados nasofaríngeo obtido com uma zaragatoa nasal e/ou oral. Sensibilidade dos testes rápidos de antigénio de COVID-19 Os testes rápidos de antigénio são menos sensíveis do que os testes PCR e, portanto, a probabilidade de obter resultados falsos negativos é maior . Assim, em regra, um resultado negativo num teste rápido não permite excluir, por si só, uma infeção pelo SARS-CoV-2 . O resultado negativo tem de ser avaliado junto com a restante informação clínica e com o enquadramento epidemiológico de cada pessoa. Por isso, pode ser necessário realizar um teste PCR depois de um teste rápido negativo . Isto significa que o grau de suspeita de infeção é elevado e que o resultado do teste rápido poderia ser um falso-negativo. Por seu lado, os testes PCR são muito específicos e sensíveis , detetam com rigor níveis muito reduzidos de RNA do vírus nas amostras. Os falsos positivos são raros e a taxa de falsos negativos é muito inferior à dos testes rápidos. A elevada sensibilidade dos testes PCR faz mesmo com que em algumas pessoas seja possível detetar RNA do SARS-CoV-2 nas amostras de secreções nasofaríngeas durante várias semanas depois do início dos sintomas, apesar de o doente já não ter infeção pelo SARS-CoV-2. O teste PCR realizado a partir de amostras de exsudado nasal (nasofaríngeo) obtidas por zaragatoa continua a ser atualmente o teste de diagnóstico inicial de eleição para a infeção pelo SARS-CoV-2 . Utilização adequada dos testes rápidos de diagnóstico de COVID-19 Embora não tenham a sensibilidade dos testes PCR, os testes rápidos podem ser muito úteis, especialmente: Em situações de surto e para testagem repetida de pessoas em situação de risco conhecida , com o objetivo de identificar casos positivos rapidamente e de fazer o seu isolamento para limitar o contágio; Quando a disponibilidade de testes PCR é limitada e/ou os seus resultados demasiado demorados para as necessidades clínicas ; Para diagnóstico de doentes sintomáticos, nas fases iniciais da infeção (início dos sintomas inferior a 5-7 dias) , quando o vírus se replica rapidamente e a probabilidade de existir no organismo em quantidades elevadas é grande. A possibilidade de realizar testes rápidos de diagnóstico em grande número pode assim ajudar a controlar a pandemia, identificando e isolando as pessoas que com mais probabilidade podem espalhar a doença. Devemos também saber Num contexto de pandemia, quando houver uma disponibilidade limitada de testes e sabendo que todos os testes podem ter resultados falsos negativos (embora uns mais do que outros), não é raro, e é legítimo, que o diagnóstico de COVID-19 seja presumido com base na presença de sintomas e num risco de exposição elevado (p. ex. quando há transmissão na comunidade) e que sejam indicadas as mesmas medidas que se aplicam a pessoas com um resultado positivo num teste. Fontes Caliendo AM, Hanson KD. Coronavirus disease 2019 (COVID-19): Diagnosis . Atualização de 30 de outubro de 2020. www.uptodate.com Guglielmi G. Fast coronavirus tests are coming . Nature 2020;585:496-7 Marshall WF. How do COVID-19 antibody tests differ from diagnostic tests? Mayo Clinic, 11/11/2020 Autora : Betânia Ferreira Testes para COVID-19 na rede Hospital da Luz Na maioria dos hospitais da rede Hospital da Luz é possível realizar testes para COVID-19 , tanto para viajantes como outros testes. Para saber quais são os hospitais onde pode fazer estes testes, formas de marcação, tempo até ter os resultados e outras informações navegue nas páginas seguintes: Teste Covid-19 Drive Thru ; Teste Covid-19 PCR ; Teste Covid-19 Pesquisa de Anticorpos ; Teste Covid-19 Viajante ; Teste Rápido de Antigénio Covid-19 . Clique aqui para mais informações e conselhos do Hospital da Luz sobre a epidemia pelo novo coronavírus COVID-19. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.