Com o fim da idade fértil, marcado pela menopausa , começa uma fase diferente na vigilância ginecológica das mulheres, mas continua a ser fundamental manter um seguimento regular em consulta de ginecologia. As doenças oncológicas ginecológicas são mais frequentes nesta faixa etária. O cancro é a principal causa de morte nas mulheres depois da menopausa e até aos 65 anos, sendo depois ultrapassado pelas doenças cardiovasculares. A atitude mais eficaz para evitar a doença é a sua prevenção. Além disso, o diagnóstico precoce das doenças oncológicas da mama e ginecológicas está relacionado com uma maior probabilidade de cura e menor mortalidade. Depois da menopausa, as mulheres podem optar por fazer uma terapêutica hormonal de compensação, o que obriga a uma vigilância médica regular para que o tratamento tenha o sucesso pretendido. Assim, na menopausa há importantes razões para manter visitas regulares ao ginecologista, na prática uma ou duas vezes ao ano. O que inclui a vigilância médica ginecológica Além da observação ginecológica e mamária , na consulta de ginecologia depois da menopausa é mantida a realização de citologia para a deteção do cancro do colo do útero. A vigilância para despiste de cancro da mama é nesta fase mais apertada, com a realização mais frequente de exames de imagem até aos 65 anos de idade, sobretudo a mamografia e a ecografia mamária. As ecografias pélvicas, cuja periodicidade de realização é adequada a cada mulher, permitem fazer o rastreio de outros tumores ginecológicos, nomeadamente os do corpo do útero e os dos ovários. Os restantes exames gerais indicados habitualmente incluem análises laboratoriais de rotina e avaliação da densidade do osso por densitometria óssea, e têm em conta os fatores de risco presentes para outras doenças relacionadas com esta fase da vida da mulher, como a osteoporose. Naturalmente a história pessoal e familiar e a presença de problemas que interfiram com o estado de saúde ajudam a definir prioridades e a adaptar o acompanhamento ginecológico necessário para cada mulher. Auto-observação da saúde ginecológica Depois da menopausa continua a ser igualmente importante que as mulheres continuem atentas a quaisquer sinais ou sintomas que lhe sugiram necessidade de procurar cuidados médicos: Além do autoexame mamário regular por palpação, que pode permitir identificar nódulos mamários, as mulheres devem estar atentas a alterações da forma da mama, retrações da pele ou do mamilo ou corrimento pelo mamilo; Perante qualquer perda de sangue vaginal anormal, nódulos genitais, dores ou aumento de volume do abdómen, infeções genitais de difícil tratamento ou repetidas devem também ser procurados cuidados médicos. Há ainda dois problemas bastante comuns após a menopausa que afetam negativamente a qualidade de vida e a autoestima nesta fase: A incontinência urinária; Os prolapsos urogenitais. Na origem destes problemas está o enfraquecimento das estruturas de suporte dos órgãos pélvicos, com a sua descida consequente através da vagina. Entre os órgãos envolvidos no prolapso pode estar a uretra, a bexiga, o útero e/ou o intestino. É muito importante que perante sintomas de incontinência urinária ou prolapso urogenital sejam procurados precocemente cuidados médicos. Os avanços nas opções terapêuticas e de cirurgia minimamente invasiva permitem atualmente tratar estes problemas com uma taxa de sucesso bastante elevada. Autora : Susana Coutinho Conheça a equipa de ginecologia-obstetrícia da rede Hospital da Luz e marque as suas consultas e exames. Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.