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Acidente vascular cerebral, o que fazer?

 

Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) são uma das mais importantes causas de morte e de dependência entre nós. Estima-se que, em Portugal, ocorram 25 mil novos AVC por ano, ou seja, aproximadamente 70 novos AVC por dia. Destes, 15% vêm a falecer e 40% ficam dependentes de terceiros para as atividades como comer, vestir-se ou tomar banho.

Perante este grave problema de saúde pública, como podemos proteger-nos?

Todos deveremos saber como detetar e tratar os fatores de risco. Devemos realizar periodicamente uma consulta de medicina geral, que incluirá a deteção e a vigilância de características individuais, chamadas fatores de risco, que podem aumentar a probabilidade de se vir a sofrer um AVC.

Quais os fatores de risco para o AVC?

Os principais fatores de risco são a hipertensão arterial, o tabagismo, a diabetes, a dislipidemia (colesterol elevado), o excesso de peso e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Estes fatores são hoje corrigíveis com mudanças de hábitos e com medicamentos. Devemos por isso adotar estilos de vida saudáveis como forma de prevenção: fazer exercício físico regular, deixar de fumar, de beber e comer excessivamente e mal.

Quais são os sinais de aviso de um AVC?

Os AVC podem dar sintomas muito diversos, dependendo da zona do cérebro atingida.

No entanto, os sintomas mais frequentes e que devem ser ensinados como típicos de AVC são a assimetria facial (boca ao lado), a dificuldade em falar e a falta de força num braço.

Como reagir perante os sinais de AVC?

O que não deve fazer é ficar à espera que os sintomas passem ou chamar o médico a casa.

Por isso, na suspeita de AVC deve telefonar-se imediatamente para o 112, a fim de ativar a Via Verde do AVC. Os doentes com suspeita de AVC serão transportados, sem demora, para o centro médico mais próximo que tenha uma unidade de AVC com capacidade para realizar os tratamentos adequados.

Como se trata o AVC?

O tratamento pode ser por trombólise, que consiste na administração de um medicamento por via endovenosa, que irá tentar dissolver o coágulo que entupiu uma artéria cerebral, causando o AVC.

Este tratamento só é eficaz se for feito nas primeiras três horas depois do início dos sintomas. Depois das três horas iniciais, o tratamento não é eficaz, podendo até ser perigoso, por causar hemorragias.

A outra forma de tratamento é por trombectomia, ou seja, o médico tenta remover o coágulo com um cateter. Este tratamento, para ser eficaz tem ser realizado nas primeiras seis horas após os primeiros sintomas.

 

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