Gonçalo Cabral explica na SIC o que é a doença arterial periférica

Gonçalo Cabral, médico angiologista e cirurgião vascular do Hospital Beatriz Ângelo (HBA) e das unidades de Lisboa e Oeiras do Hospital da Luz, participou no programa ‘Dr. Saúde’, da SIC, dedicado à doença arterial periférica. O programa, emitido a 25 de junho, incluiu uma reportagem de uma cirurgia que realizou no HBA, de desobstrução de artérias das pernas de um doente.

Estima-se que a doença arterial periférica afete 6% da população portuguesa. Provoca dores durante a marcha e, em fases mais avançadas, arrefecimento das pernas, alterações na coloração da pele, dor em repouso, aparecimento de feridas nos tornozelos ou nos dedos dos pés e mesmo gangrena, com risco de amputação e da própria vida. «No interior das artérias, vão-se formando placas de aterosclerose (placa de ateroma, composta por colesterol, cálcio, etc.), estreitando as artérias, num processo que começa muito cedo (desde criança) e não tem nada que ver com o envelhecimento, mas sim com fatores de risco como tabaco, obesidade e diabetes», explicou Gonçalo Cabral.

«Quando há um estreitamento ou obstrução das artérias, os músculos não recebem a quantidade de sangue suficiente (e, logo, o oxigénio) necessário à atividade normal», descreveu o cirurgião. A doença começa a manifestar-se quando o doente sente dor e é obrigado a interromper sucessivamente a marcha, para descansar. É por causa desta ‘claudicação’ intermitente que a doença arterial periférica é também conhecida como ‘doença das montras’.

Gonçalo Cabral abordou ainda as terapêuticas possíveis. É fundamental, primeiro que tudo, «controlar os fatores de risco (tabaco, colesterol, tensão arterial e diabetes) e fazer exercício físico: está provado que caminhar uma hora por dia faz aumentar, ao fim de seis meses, a distância que se consegue percorrer sem interrupções». Os tratamentos incluem medicamentos (como os do controlo do colesterol) e intervenções cirúrgicas: cirurgia endovascular (mais simples e menos invasiva) e a cirurgia convencional (em fases mais graves da doença).

Veja estas explicações de Gonçalo Cabral no programa da SIC