Hospital da Luz Lisboa será ‘polo de formação, motor de investigação e inovação’

“O desafio foi magnífico a todos os níveis” e “esta foi uma obra que nos marcou a todos para sempre”, mas o Hospital da Luz Lisboa está já a “abrir portas para o futuro”, salientou Isabel Vaz, na cerimónia que ontem assinalou o décimo aniversário da instituição.

A CEO da Luz Saúde definiu claramente os objetivos: “Em 2018, o Hospital da Luz Lisboa continuará a projetar Portugal como polo de desenvolvimento de novos modelos formativos de profissionais de saúde, como motor de investigação, inovação e empreendedorismo, transformando o conhecimento numa indústria transacionável e trazendo riqueza para o nosso país”.

Para alcançar essa meta, explicou, “três princípios vão continuar a reger o nosso posicionamento no setor da saúde: medicina de equipa e cooperação multidisciplinar, num contexto de governação clínica orientado por doença e centrado no doente; tecnologia e inovação potenciada pelo talento e investimento contínuo na sua formação e em investigação clínica; e medicina personalizada baseada, antes de tudo, na relação de confiança inviolável do médico com o seu doente, agora potenciada pelas tecnologias de genética clínica e medicina computacional, que permitem aumentar a eficácia clínica, quer ao nível da prevenção da doença, quer da estratégia terapêutica”.

Agradecimento aos doentes e a todos “os que acreditaram”

Em dia de aniversário, Isabel Vaz fez questão de agradecer, “acima de tudo, aos doentes e às suas famílias, pela confiança e pela elevada exigência” que colocam aos profissionais do Hospital da Luz Lisboa e da Luz Saúde. Em relação a estes, aliás, elogiou o trabalho que têm vindo a desenvolver: “O Complexo de Saúde da Luz representa o maior investimento alguma vez realizado na área da saúde privada em Portugal e introduziu um conceito absolutamente inovador em termos de integração de cuidados. (...) Passados quase 17 anos, o Grupo Luz Saúde tornou-se uma referência incontornável no setor e contribuímos de forma marcante e exemplar para a valorização da iniciativa privada no nosso país”.

Os agradecimentos da CEO da Luz Saúde foram também dirigidos a todos os que têm apoiado o Hospital “e que acreditam no nosso futuro”. Salientou, nomeadamente, os fornecedores e clientes institucionais, os acionistas fundadores e em particular Ricardo Salgado (“pela visão com que nos inspiraram e pela confiança de que seríamos capazes de a concretizar”), o atual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e o seu antecessor, António Costa (“porque acreditam no valor do empreendedorismo e do setor da saúde enquanto fonte de riqueza, conhecimento e progresso para a cidade de Lisboa e para Portugal”). Agradeceu ainda aos atuais acionistas, a Fidelidade (“pela aposta no futuro, pelo seu compromisso com uma estratégia de longo prazo e pela confiança”) e a Fosun (“por acreditar de forma inabalável no futuro de Portugal e em que podemos ambicionar ser uma plataforma de globalização e projeção de conhecimento no mundo”).

Isabel Vaz fez questão ainda de referir um “colaborador muito especial” presente na cerimónia, que antes de ser Presidente da República e apenas como professor Marcelo foi voluntário na Unidade de Cuidados Paliativos, “onde, longe dos media e das redes sociais, fez dezenas de pessoas sentirem-se especiais e acreditarem que a sua vida fazia sentido ser vivida até ao fim”.

Fidelidade reafirma compromisso

Também Jorge Magalhães Correia, presidente da Luz Saúde e presidente da comissão executiva da Fidelidade, salientou o caminho percorrido: “Quero aqui deixar um agradecimento a todos os colaboradores deste Hospital, sem cujo esforço e entusiasmo este projeto não seria possível”. “Todos os que nos visitam dizem-me que este é um hospital high-tech, eu costumo dizer que é um hospital ‘high-touch’, dada preocupação e o calor humano colocados no relacionamento com as pessoas”, acrescentou.

Depois de elogiar o núcleo fundador, da Espírito Santo Saúde, pela decisão de lançar o Hospital, Magalhães Correia salientou o compromisso do Grupo Fidelidade, que em 2014 adquiriu a Luz Saúde, em continuar a fazer crescer o grupo, tendo anunciado que está “em preparação a aquisição de mais dois hospitais”.

Entre as individualidades presentes na cerimónia estavam também Lingjiang Xu e Wai Lam Mak, membros do Conselho de Administração da Fidelidade. “Seguros e saúde são setores diferentes, mas têm um mesmo objetivo, que é o de proporcionar os melhores cuidados de saúde a quem nos procura”, concluiu Magalhães Correia.

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