Oncologista do Hospital da Luz em programa da RTP1 sobre cancro colorretal

Tânia Rodrigues, médica oncologista do Hospital da Luz Lisboa, foi a convidada especial do programa da RTP1 ‘Diga Doutor’, apresentado pelo médico de família João Ramos, tendo explicado os principais aspetos relacionados com o cancro colorretal ao nível de sintomas, diagnóstico e tratamento.

O cancro colorretal é a terceira causa de morte no mundo e, em Portugal, tem-se registado um aumento preocupante da incidência, com mais de sete mil casos novos por ano. Neste programa, emitido a 14 de abril, a médica explicou em que consiste este tipo de cancro, os fatores de risco (idade, tabagismo, sedentarismo e alimentação com excesso de gorduras e pobre em legumes e frutas), os sintomas (como cólicas, diarreia ou prisão de ventre, sangue nas fezes, sensação de não evacuar totalmente, de inchaço ou gases, cansaço e súbita perda de peso), as formas de prevenção e de diagnóstico, o que são os pólipos retirados numa colonoscopia (que são fator de risco, mas só após exame é que se pode dizer se são malignos) e os vários tipos de tratamento.

«Infelizmente, em Portugal, cerca de 40% dos doentes são diagnosticados já num estado avançado do cancro colorretal», lembrou Tânia Rodrigues, salientando que, por isso, é muito importante que todas as pessoas a partir dos 50 anos façam uma colonoscopia, o exame de rastreio adequado. É que, «quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior será o sucesso do tratamento». 

No plano terapêutico, Tânia Rodrigues explicou que «houve uma grande evolução com os chamados tratamentos individualizados». Mas a grande evolução, na sua opinião, ocorreu noutro plano: «O principal avanço, e que levou à melhoria do prognóstico dos doentes com tumores em estado avançado, é não só a combinação dos vários tipos de tratamento, mas também a articulação entre os vários especialistas na área. É impensável hoje em dia tratar-se qualquer tipo de cancro isoladamente. Um cirurgião não toma sozinho a decisão sobre a estratégia a seguir, nem o oncologista ou o radiologista. Temos de estar sentados todos à mesma mesa e definir, à partida, qual será o melhor plano para aquele doente. E depois ir ajustando à medida que vai sendo aplicado».

Veja a intervenção de Tânia Rodrigues aqui