Carlos Ferreira, um cirurgião no meio da guerra

«Sempre quis fazer algo assim. Levar as minhas competências técnicas, aquilo que eu sei fazer, a lugares onde elas são mesmo precisas porque não existem». Carlos Ferreira é cirurgião geral do Hospital da Luz e, durante seis semanas, trocou o seu mundo por outro muito diferente: o Sudão do Sul, um dos países mais pobres do mundo e em guerra civil há demasiados anos, e uma missão de cirurgia de guerra com a Cruz Vermelha Internacional.

Foi, como seria de esperar, uma experiência esmagadora. A todos os níveis. Carlos fez cirurgias que nunca imaginou ser capaz. Lidou com a miséria humana mais miserável e teve de se segurar emocionalmente. Viveu longe de tudo, da mulher e dos filhos pequenos, do conforto e da segurança tranquila do dia-a-dia - a uma distância aumentada por nem sequer ser possível, na maior parte do tempo, quebrá-la com um clique de acesso à internet.

Em seis semanas de trabalho intenso e diário, fez mais de 140 cirurgias e conseguiu um recorde único: não perdeu um único doente. E só fazia cirurgia de guerra: por isso, operou todo o tipo de ferimentos de bala, de granadas, de explosões, e em todas as partes do corpo, o que, para um cirurgião geral, é o desafio maior.

Carlos Ferreira contou a história da sua missão à «Informação Luz Saúde Beatriz Ângelo». E diz-se preparado para mais.

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