Ortopedistas do Hospital da Luz publicam trabalho em revista da especialidade

Eduardo Carpinteiro e André Barros, cirurgiões ortopédicos das unidades do Hospital da Luz em Lisboa, Amadora e Oeiras, publicaram no The Open Orthopedics Journal um artigo de revisão científica em que dão conta da sua experiência no tratamento de luxações recorrentes do ombro. Trata-se do jornal online mais importante nesta área, que disponibiliza trabalhos de investigação médica de todo o mundo.

O ombro é considerado a articulação mais complexa do corpo humano, pela grande amplitude de movimentos que permite – uma característica, porém, que o torna suscetível a luxações recorrentes, doença que limita o desempenho de certas atividades da vida diária e sobretudo a prática desportiva. No seu artigo, intitulado ‘Natural History of Anterior Shoulder Instability’, Eduardo Carpinteiro e André Barros analisam, com recurso à sua experiência no Hospital da Luz e em investigação bibliográfica, o que acontece no ombro após uma primeira luxação, que estruturas são afetadas, como é que a lesão evolui sem tratamento e quais as consequências da opção pela cirurgia.

Os médicos concluem que as luxações anteriores-inferiores do ombro atingem em 80% dos casos adolescentes, adultos em idades mais jovens e praticantes de desporto. Compreender a doença e a sua evolução é fundamental para decidir o tratamento mais adequado: «É preciso identificar bem os fatores de risco das luxações recorrentes. E a técnica cirúrgica a usar deve ser escolhida de acordo com as características do doente e as das suas lesões», salientam.

Eduardo Carpinteiro é coordenador do grupo de ombro e cotovelo do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital da Luz Lisboa e da unidade de ortopedia do Hospital da Luz Clínica da Amador. André Barros é também médico ortopedista nestas duas unidades e ainda no Hospital da Luz Clínica de Oeiras. A equipa tem uma vasta experiência no tratamento deste tipo de lesões no ombro, tendo sido pioneira no uso de técnicas cirúrgicas artroscópicas (minimamente invasivas), desde há cerca de 10 anos.

Leia o artigo aqui de Eduardo Carpinteiro e André Barros