Leucemia mieloide crónica: ‘Um dos cancros com maior esperança de vida’

O tratamento da leucemia mieloide crónica «é talvez dos casos com maior sucesso na medicina moderna» – salientou António de Medina Almeida, hematologista do Hospital da Luz Lisboa, no programa Bom dia Portugal, emitido na RTP1 a 4 de fevereiro, Dia Mundial da Luta Contra o Cancro.

A leucemia mieloide crónica «apresenta-se com glóbulos brancos elevados» no sangue e é uma doença que «cresce relativamente devagar», sendo descoberta na maioria dos casos em análises de rotina, explicou o hematologista, acrescentando que é mais frequente por volta dos 50 a 60 anos. Sendo difícil de fazer prevenção, como acontece noutros tipos de cancro, a leucemia mieloide crónica está a ser estudada há muitos anos: «Conseguiu-se perceber que existe uma pequena molécula nas células da leucemia mieloide crónica que funciona como se fosse ‘um motor’, que promove a divisão descontrolada das células de sangue e causa a doença. Descobriram-se também pequenas moléculas, que hoje são medicamentos, que travam a divisão de células».

O tratamento desta leucemia é feito «à base de medicamentos orais, específicos contra a doença e que têm menos efeitos colaterais que a quimioterapia e o transplante», esclareceu ainda António Medina de Almeida. Por isso, enquanto no final do séc. XX estes doentes tinham uma esperança de vida de cinco anos, «hoje em dia a esperança de vida pode ser considerada normal».

Veja aqui participação de António Medina de Almeida no programa (a partir das 8h48)