A manhã desta quarta-feira, 11 de fevereiro, foi de festa e celebração no Agrupamento de Escolas Fernando Pessoa, pois o trabalho de grupo de alunos do 9.º ano é um dos premiados no concurso de artes plásticas promovido pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias, a Migra (associação de doentes) e a Câmara Municipal de Lisboa, iniciativa a que o Hospital da Luz se associou. Além dos vales de compras para os vencedores, o Hospital da Luz ofereceu o equipamento e fez as necessárias adaptações a uma das salas da escola, que passou assim a ter um gabinete de enfermagem. "Cefaleias e enxaquecas" era o tema deste concurso, lançado junto das escolas de Lisboa no final do ano passado. A ideia, como contou a neurologista Raquel Gil-Gouveia, surgiu no âmbito do congresso da Federação Europeia de Cefaleias, a que presidiu, realizado entre 3 e 6 de dezembro. Os próprios congressistas votaram e elegeram os melhores: o primeiro é da autoria de Martim Santos (um trabalho apresentado a título individual), o segundo de Tomás Sereno, Carolina Amaral e Matilde Fonseca (Escola Fernando Pessoa) e o terceiro de Clara Anema (aluna do 7.º ano do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo Azevedo, em S. Domingos de Rana, Cascais). “As dores de cabeça são a maior causa de incapacidade neurológica na população, incluindo os mais novos”, explicou Raquel Gil-Gouveia durante a entrega dos prémios aos alunos vencedores e aos participantes. “Quisemos aproveitar a criatividade dos mais novos numa ação de sensibilização para estas doenças e de literacia em saúde”, acrescentou, lembrando que esta iniciativa integra ainda sessões de esclarecimento que vão ser desenvolvidas nas escolas secundárias do concelho, numa colaboração entre a Migra - Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias (representada nesta ocasião por Rita Paizinho) e a Sociedade Portuguesa de Cefaleias (representada por Henrique Delgado ). Os objetivos estão a ser atingidos, como se pôde ouvir pelos próprios alunos: “O martelo amarelo”, que bate e provoca ‘fendas’ vermelhas na cabeça branca, “é a dor de cabeça, que afeta a concentração e o pensamento, e que também pode causar náusea e vómito, que sai pela boca” , explicou Tomás Sereno, descrevendo o trabalho que fez com as colegas Carolina Amaral e Matilde Fonseca, sob orientação do professor de Educação Visual José Boto. Os alunos da Escola Fernando Pessoa concorreram, aliás, com mais dois outros trabalhos, como explicou a diretora, Cristina Maurício, que agradeceu todo o apoio do Hospital da Luz e das restantes entidades envolvidas. “Envolver ciência, educação e arte é uma excelente forma de chamar a atenção para um tema tão importante como as cefaleias” , salientou, por seu turno, Pedro Líbano Monteiro, administrador do Hospital da Luz Lisboa, que esteve representado ainda pela diretora executiva Rita Ferreira. “Esta iniciativa permitiu-nos, ao mesmo tempo, envolver os nossos alunos e ‘puxar’ pelo seu melhor. Assim se tornam cidadãos mais completos e mais envolvidos na vida em comunidade”, corroborou Luís Nuno Ramos, diretor do Departamento de Educação da Câmara de Lisboa. Iniciativas como esta são um instrumento precioso de promoção da saúde na comunidade. O Hospital da Luz agradece a colaboração de todas as entidades envolvidas.