Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Coração (29 de setembro), este ano sob o lema ‘Não perca o ritmo’, a equipa do Centro de Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz Coimbra (na foto em cima), coordenada por Pedro Adragão , chama a atenção para a fibrilhação auricular, a arritmia cardíaca mais comum, que pode afetar uma em cada três pessoas ao longo da vida e com graves consequências . Vocacionado para o diagnóstico e tratamento desta doença, o centro veio disponibilizar aos doentes da região de Coimbra desde monitorização avançada até terapias inovadoras, garantindo que têm acesso às melhores práticas e à melhor tecnologia, nomeadamente a ablação de arritmias por eletroporação, que torna o tratamento mais seguro e eficaz. A fibrilhação auricular: Aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC), demência e insuficiência cardíaca. Deve-se principalmente a uma combinação de fatores ligados à idade, estilo de vida (como sedentarismo, obesidade e consumo de álcool), comorbilidades (como hipertensão arterial e apneia do sono) e alterações estruturais do coração. Pode ser silenciosa em muitos casos, mas, quando causa sintomas, os mais frequentes são palpitações, taquicardia ou cansaço/falta de ar. Por vezes só é detetada após um AVC e daí ser tão importante que isso seja feito o mais cedo possível. Quando detetada precocemente, possibilita iniciar uma terapêutica apropriada, reduzindo o risco de eventos adversos. A deteção precoce da fibrilhação auricular e a referenciação atempada a cardiologistas da subespecialidade de arritmologia é precisamente um dos maiores desafios. “Ainda existe uma sub-referenciação que leva a desigualdade no acesso a terapias avançadas, nomeadamente a procedimentos como a ablação por cateter”, explicam Daniel Gomes e Gustavo Rodrigues , cardiologistas da equipa do Centro do Ritmo Cardíaco. “Hoje, podemos afirmar que a terapia por ablação reduz o risco de AVC, reduz risco de eventos cardiovasculares adversos e permite, em alguns casos, suspender a toma de medicamentos anticoagulantes e antiarrítmicos”, acrescentam. No Centro de Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz Coimbra, estão disponíveis os procedimentos mais inovadores na abordagem atual da fibrilhação auricular, nomeadamente: Ablação por cateter com eletroporação, que trata a fibrilhação auricular de forma segura, minimamente invasiva, reduzindo sintomas, risco de AVC e insuficiência cardíaca a longo prazo. Isto torna possível tratar casos de fibrilhação auricular persistente e em idades mais avançadas. Dispositivos de monitorização implantáveis, que permitem acompanhamento contínuo e deteção precoce de fibrilhação auricular. “Estas inovações alteraram radicalmente o prognóstico dos doentes com fibrilhação auricular, permitindo tratamento personalizado e menos hospitalizações”, salientam aqueles especialistas. “A ablação por cateter permite tratar a fibrilhação auricular por via percutânea, melhorando qualidade de vida, reduzindo sintomas e prevenindo o risco de AVC e de insuficiência cardíaca. Isto significa que os doentes vivem melhor e com menos limitações no seu dia a dia”, concluem. O acesso ao Centro do Ritmo Cardíaco do Hospital da Luz Coimbra é feito através da Consulta de Cardiologia - Arritmologia e Fibrilhação Auricular Faça as suas marcações na app MY LUZ ou na versão web do MY LUZ .