“É com esperança que encaro esta nova etapa, confiando que as gerações seguintes saberão inovar sem abdicar do essencial: respeitar os valores fundacionais da identidade dos Cuidados Paliativos e manter rigor científico aliado a compaixão. Uma disciplina que não evolui, morre. Mas uma disciplina que despreza os seus valores fundacionais torna-se outra coisa, descaracteriza-se e deixa de ter razão para existir.” No final de duas décadas de trabalho à frente da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz Lisboa, Isabel Galriça Neto publica, no site da Ordem dos Médicos, uma ‘reflexão a partir da liderança de uma Unidade de Cuidados Paliativos em Portugal” , deixando uma mensagem de esperança nos profissionais de saúde do futuro e de tranquilidade com as novas etapas da sua vida profissional. A médica que criou a primeira unidade de cuidados paliativos em contexto hospitalar e também a primeira e única num hospital privado, faz o balanço da atividade desta Unidade e recorda a história de como tudo começou e foi crescendo no Hospital da Luz Lisboa. “Ao longo de vinte anos, foram acompanhados mais de 11 000 doentes e respetivas famílias – o que, em média, poderá fazer-nos pensar em mais de 30 000 pessoas acompanhadas pela nossa equipa. (…) Cerca de 55% dos pacientes tinham patologia oncológica, sendo os restantes portadores de doença crónica avançada não oncológica, sobretudo demências e insuficiências de órgão. A taxa de alta variou entre 45% e 57%, evidenciando a integração hospitalar e comunitária, e as pontes institucionais desenvolvidas”, escreve no artigo agora publicado. E acrescenta: “A unidade é reconhecida como Centro Integrado de Oncologia e CP pela ESMO desde 2011 e integrou a acreditação da Joint Commission International do nosso hospital em 2018. Foram formados mais de 100 profissionais da área pré e pós-graduada, implementados protocolos clínicos e promovidas discussões sistemáticas sobre objetivos de cuidado.” O legado de Isabel Galriça Neto fica para sempre. O seu papel na divulgação dos cuidados paliativos em Portugal e a sua luta pelo direito e pelo acesso de todos a estes cuidados foi permanente, sendo uma voz ativa e presente na medicina, na política e na atividade cívica. O Hospital da Luz Lisboa possuiu, desde que começou a funcionar, em 2006, uma Unidade de Cuidados Paliativos , que funciona de forma integrada com todo o Hospital. O artigo completo pode ser lido aqui .