Joana Bragança, enfermeira da Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos do Hospital da Luz Lisboa, concluiu a 27 de maio o doutoramento em Enfermagem, na Universidade Católica Portuguesa (UCP). A sua tese – intitulada “Diagnóstico de enfermagem Síndrome da Terminalidade no adulto em fim de vida: estudo de validação clínica” (“Nursing Diagnosis of Terminal Syndrome in end-of-life adults: Clinical validation study”) – mereceu a aprovação unânime do júri, com nota máxima ( Summa Cum Laude, 20 valores). Durante a investigação para a tese, Joana Bragança analisou os processos clínicos de 493 doentes , num total estimado de 18.678 registos de enfermagem. O estudo identificou e permitiu concluir que: As características definidoras da síndrome da terminalidade apresentam expressão robusta e consistente nos últimos 30 dias de vida. A idade , o grau de dependência funcional e a natureza oncológica da doença influenciam significativamente a presença das características definidoras, evidenciando padrões clínicos compatíveis com a complexidade do fim de vida. Foram identificados três perfis clínicos distintos nos últimos três dias de vida . Em conjunto, estes resultados reforçam a validade do modelo de síndrome associada ao fim de vida. A evidência científica produzida por Joana Bragança contribuiu de forma significativa para a alteração e inclusão do termo “fim de vida” no sistema de classificação da NANDA‑I (organização Nanda International), uma das linguagens de enfermagem padronizadas mais usadas mundialmente. A tese teve como orientadoras Sílvia Caldeira e Lurdes Martins, ambas professoras da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da UCP. Na foto em cima , a nova doutora e o júri: Manuel Luís Capelas (UCP), Ana Mineiro (UCP), Joana Bragança, Sílvia Caldeira, Paula Sapeta (Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias), Patrícia Alves (Escola Superior de Enfermagem de Lisboa), José Manuel Pereira de Almeida (vice-reitor da UCP) e Lurdes Martins.