19 de março de 2019 O que é a CAAF? A citologia aspirativa por agulha fina (CAAF) serve para retirar células de nódulos palpáveis em órgãos ou tecidos. O objetivo deste exame é caracterizar o tipo de lesão responsável pelo seu aparecimento. Como é realizada a CAAF? A colheita das células é efetuada por aspiração , utilizando uma agulha de calibre fino acoplada a uma seringa colocada num punho apropriado, que facilita o seu manuseamento. A CAAF é realizada por um médico anatomopatologista com o apoio de um técnico de anatomia patológica. Efetua-se, preferencialmente, com o doente deitado e não necessita anestesia . Em alguns casos, pode recorrer-se a uma anestésico tópico em spray . Trata-se de um exame de execução simples . Durante a sua realização, a maioria dos doentes sente apenas um desconforto ligeiro, comparável ao de uma injeção. Em que situações é realizada uma CAAF? A decisão sobre a necessidade de realizar qualquer exame é sempre tomada pelo médico , em função das características individuais de cada doente e das suas queixas ou doença . Geralmente, qualquer nódulo palpável cuja dimensão e localização seja compatível com a execução da técnica, pode ser submetido a citologia aspirativa. A intenção desta intervenção será a de realizar o diagnóstico e a orientação terapêutica . Quanto tempo demora uma CAAF? A realização de uma CAAF demora apenas alguns minutos . A colheita de material suficiente para análise pode ser conseguida através de uma única punção mas, num número razoável de casos, podem ser necessárias 2 ou mais punções. A avaliação da amostra é feita sumariamente durante o procedimento mas, em certos casos, pode verificar-se posteriormente a necessidade de obter mais células para uma conclusão diagnóstica. É necessária alguma preparação? A realização de uma CAAF não necessita de qualquer preparação. Recomenda-se que não seja realizada em jejum . A seguir ao exame, os doentes podem retomar a sua atividade normal. Que limitações tem a CAAF? A CAAF é um exame com uma elevada precisão diagnóstica mas pode ter, como todos os exames de diagnóstico, resultados falsos negativos e falsos positivos . Como tal, os resultados devem sempre ser enquadrados na avaliação clínica e interpretados em conjunto com os resultados de outros exames complementares, pertinentes em cada caso. Os resultados da CAAF estão diretamente relacionados com uma seleção criteriosa dos casos a puncionar, já que há certas patologias em que a citologia não constitui uma mais-valia para o diagnóstico. São fatores que influenciam as potencialidades diagnósticas desta técnica: A experiência de quem executa a CAAF; A disponibilidade de métodos complementares de diagnóstico aplicáveis às amostras obtidas (imunocitoquímica, citometria de fluxo, citogenética ou técnicas moleculares). Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à realização de uma CAAF? No decorrer do exame a maioria dos doentes sente apenas um desconforto ligeiro . Ocasionalmente podem sentir dor, sobretudo, em lesões já por si dolorosas ou em localizações particularmente sensíveis. Poderá também, ocorrer um episódio de hemorragia com hematoma discreto . Muito raramente, poderá ocorrer uma reação vagal (sensação de desmaio). Este artigo foi escrito com o apoio dos médicos e outros profissionais clínicos da Rede Hospital da Luz . Os conteúdos publicados no Guia de Saúde destinam-se ao público em geral e têm apenas finalidade informativa e educativa. Não substituem a avaliação, diagnóstico ou aconselhamento clínico individual por um profissional de saúde. São produzidos ou revistos por médicos e outros profissionais do Hospital da Luz e baseiam-se no conhecimento disponível à data da sua publicação ou última atualização, indicada no início de cada conteúdo.