Para quem está habituado a ter energia elétrica e frigorífico, é muito difícil imaginar que o gelado seja uma invenção milenar . A verdade é que o engenho humano logo descobriu a receita simples de juntar blocos de gelo ou neve a frutas ou líquidos, havendo relatos de as bebidas geladas já fazerem as delícias dos Faraós do Antigo Egito. A mesma receita era usada na Pérsia e na Antiga China, sendo mais ou menos consensual que os gelados foram divulgados na Europa pelos relatos do mercador veneziano Marco Polo (séc. XIII/XIV), após as suas viagens pela Ásia. Em Portugal , começaram também por ser coisa de Reis, introduzidos na corte pela dinastia Filipina (final do séc. XVI), onde faziam sucesso as bebidas ‘nevadas’. A operação não era simples: a neve era trazida da Serra da Estrela e mais tarde da Serra de Montejunto, onde foi construída a Real Fábrica do Gelo, mais próximo de Lisboa. No séc. XVIII, já havia vários fabricantes de gelados. Saiba ainda que, em Portugal, gelado e sorvete são coisas diferentes: Os sorvetes são feitos à base de água e habitualmente não têm produtos lácteos ou ovos; Os gelados levam produtos lácteos, como leite ou natas, e podem ter ovos. Hoje em dia, com frigoríficos e uma misturadora ou varinha mágica, é muito fácil fazer gelados em casa e, sobretudo, garantir que obtemos um alimento nutricionalmente equilibrado, usando frutos variados, iogurte, leite ou cacau, por exemplo. São sempre uma excelente opção para um lanche ou sobremesa , sobretudo nos meses de verão, além de terem sucesso garantido entre as crianças. Sim, porque um gelado, além de saber bem, dá energia e fornece vitaminas e minerais , contribuindo para uma alimentação equilibrada. Do que está à espera? Experimente as receitas das nossas nutricionistas Alexandra Lima , Ana Carolina Soares , Ana Pimenta Ribeiro , Cristina Vieira Cunha , Dília Soares , Simone Fernandes e Teresa Isabel Santos . Conheça a equipa de nutrição da rede Hospital da Luz