Manter os cães e gatos protegidos contra parasitas externos - pulgas, carraças, ácaros, piolhos, mosquitos, por exemplo -, é importante para o bom estado de saúde, bem-estar e a qualidade de vida dos animais e também é fundamental para a higiene do ambiente doméstico e para a saúde de toda a família. Os parasitas provocam desconforto aos animais, podem ser causa de lesões da pele, alergias e outros problemas, e também transmitem doenças. Alguns parasitas externos dos animais também afetam as pessoas. O aconselhamento sobre a desparasitação e restantes medidas de prevenção contra parasitas externos faz parte das rotinas de vigilância regular da saúde e bem-estar dos cães e gatos realizadas pelos médicos veterinários que os acompanham. Mas, prevenir parasitas externos não é apenas cumprir o programa de desparasitação com os medicamentos prescritos pelo médico veterinário. É seguir todos os conselhos da estratégia de controlo, que inclui medidas relativas aos animais e ao ambiente e uma participação ativa, regular e atenta de quem é responsável pelos animais. Cuidar dos animais Na maioria dos casos, a prevenção de infestações por parasitas externos envolve a utilização periódica de medicamentos e produtos ectoparasiticidas para desparasitar os animais. Existem no mercado muitos produtos para prevenção de infestações parasitárias externas, contendo vários ingredientes ativos e em diferentes formas, como champôs, pós, soluções para pulverização ou aplicação local, coleiras, entre outros. O médico veterinário que acompanha o animal determinará o programa de desparasitação adequado. Além de cumprir o programa de desparasitação com medicamentos que é prescrito, os cuidados de higiene e a vigilância são imprescindíveis. Por exemplo, a limpeza e escovagem do pelo devem fazer parte dos cuidados de rotina e podem ajudar a identificar a presença de parasitas externos. São operações a realizar regularmente, durante as quais deve ser observada com atenção a pele e pelagem dos animais, procurando detetar alterações, parasitas externos ou mesmo vestígios da sua presença. Estar atento a alterações do comportamento dos animais pode também ajudar a identificar infestações, por exemplo se o animal se coça ou lambe mais do que o habitual, se está mais inquieto ou mais irritado. Cuidar do ambiente Cuidar do ambiente é manter a higiene dos locais e eliminar fontes de infestação possíveis. Trata-se, principalmente, de cuidados e práticas de limpeza, no interior das habitações e também no exterior, que devem ser intensificadas por todas as famílias em que existem animais de companhia, especialmente nas regiões geográficas e nas épocas em que as condições ambientais são mais favoráveis aos parasitas externos, quando há maior probabilidade de contacto com outros animais e maior acesso ao exterior. Além das práticas de limpeza comuns em qualquer habitação que são reforçadas quando há animais, as camas e outros locais de repouso e uso dos animais devem ser arejados, aspirados e limpos com frequência. Em situações de maior risco, por vezes é aconselhado o uso ambiental de produtos de controlo específicos, mas isto deve ser feito sempre seguindo a indicação de profissionais. Dependendo dos parasitas externos mais importantes em cada região ou local, podem ainda ser adotadas medidas mais específicas para reduzir o risco de infestação como, por exemplo, eliminar ou tratar locais de águas paradas quando há problemas com mosquitos. Em caso de suspeita Se detetar ou suspeitar de uma infestação por parasitas externos, contacte o seu médico veterinário , que saberá diagnosticar o problema e a sua gravidade, indicar os produtos mais adequados e seguros para o animal, e ensinar como pode evitar reinfestações e manter os animais protegidos. E, assim, proteger também a sua casa e toda a família. Os conteúdos do nosso Guia de Saúde têm finalidade informativa, destinam-se ao público em geral e podem não estar atualizados. Não substituem a informação, opinião e aconselhamento individual de um médico ou outro profissional de saúde nas respetivas áreas de intervenção.