Assistência clínica do Hospital da Luz à Volvo Ocean Race elogiada

A assistência clínica prestada pelo Hospital da Luz durante a etapa lisboeta da Volvo Ocean Race, que decorreu entre 31 de outubro e 5 de novembro, na doca de Pedrouços, em Lisboa, foi muito elogiada pela diretora de serviços médicos da prova, Polly Gough. Para esta responsável, que acompanha a Volvo Ocean Race durante os oito meses de duração – que fazem da prova a mais longa regata oceânica do mundo –, são muito importantes as parcerias que a organização estabelece com hospitais locais, para que tripulantes e equipas de terra possam ser examinadas de forma rápida e eficiente.

O Hospital da Luz assegurou os serviços médicos oficiais do ‘stopover’ lisboeta da Volvo Ocean Race pela terceira vez consecutiva. Para Polly Gough, é um parceiro consistente, que compreende as necessidades de uma competição desta natureza: a assistência clínica, salientou, foi prestada de forma rápida, «o que é muito importante para ter as equipas recuperadas e prontas para voltar à prova e participar na etapa seguinte». Polly Gough expressou ainda o desejo de que a parceria possa continuar nas próximas edições em que a regata aporte a Lisboa, dada a relação de confiança estabelecida e que, segundo esta profissional, faz toda a diferença: “No Hospital da Luz, percebem bem quais os nossos requisitos, tal como nós sabemos bem como se trabalha no Hospital da Luz», afirma.

Centro médico junto à entrada

No espaço da doca de Pedrouços, onde estiveram baseadas as sete equipas participantes, o Hospital da Luz instalou um centro médico, onde 20 profissionais de saúde prestaram assistência clínica ao público presente no recinto, aos velejadores e às equipas técnicas em trabalho na race village (que estiveram envolvidas nos trabalhos de montagem, realização e desmontagem das infraestruturas do recinto, um trabalho que se iniciou a 21 de outubro e só termina a 10 de novembro). 

Entre 1 e 5 de novembro, durante as provas de regata no estuário do Tejo, um médico do Hospital da Luz acompanhou as provas a bordo de um barco do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), tendo, em diversas situações, assistido a velejadores que se lesionaram e necessitaram de tratamento imediato. Nuno Ruano, cirurgião-geral e coordenador do centro médico do Hospital da Luz na prova, referiu, a propósito, que foi testada a capacidade de resposta em termos de auxílio a velejadores durante as provas, tendo sido realizado um simulacro de evacuação de um tripulante no mar, em articulação com a equipa do ISN e com os bombeiros. Segundo este responsável, a capacidade de resposta foi muito positiva.

A 13.ª edição da Volvo Ocean Race, que envolve sete equipas de velejadores, num total de mais de 60 tripulantes, teve início a 22 de outubro, em Alicante (Espanha) e vai terminar a 30 de junho de 2018, em Haia (Holanda), depois de passar por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong e Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo.

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